Bula do Abelcet para o Profissional

    Bula do Abelcet produzido pelo laboratorio Laboratórios Bagó do Brasil S.a.
    para o Profissional com todas as informações sobre este medicamento

    Bula do Abelcet
    Laboratórios Bagó do Brasil S.a.

    Bula do Abelcet
    Laboratórios Bagó do Brasil S.a.

    BULA COMPLETA DO ABELCET PARA O PROFISSIONAL

    Laboratórios Bagó do Brasil S.A.

    Suspensão Injetável

    Complexo Lipídico de anfotericina B 5 mg/ml

    Complexo Lipídico de anfotericina B

    APRESENTAÇÕES

    (Complexo Lipídico de anfotericina B 5 mg/ml), suspensão opaca, estéril, apirogênica,

    para infusão endovenosa.

    Embalagens unitárias com frascos de vidro com 10 ou 20 ml de suspensão, para uso único,

    acompanhados de agulhas com filtro de 5µ.

    USO ENDOVENOSO

    USO ADULTO e PEDIÁTRICO

    COMPOSIÇÃO

    Cada ml da suspensão contém:

    Anfotericina B ...........................................................5 mg

    Veículo.......................................q.s.p. .......................1 ml

    Veículo: L-α-dimiristoilfosfatidilcolina (DMPC), L-α-dimiristoilfosfatidilglicerol (DMPG), cloreto

    de sódio e água para injeção.

    INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

    1. INDICAÇÕES

    ABELCET®

    é destinado ao tratamento das infecções fúngicas sistêmicas e/ou profundas causadas

    por fungos sensíveis à anfotericina B. ABELCET®

    é indicado para o tratamento de infecções

    fúngicas do SNC. ABELCET®

    é indicado para o tratamento de infecções fúngicas invasivas em

    pacientes imunocomprometidos, como por exemplo, na Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

    (SIDA) e na imunossupressão de pacientes oncológicos. Estudos mostram o emprego de ABELCET®

    no tratamento empírico de pacientes neutropênicos com febre de origem obscura.

    é indicado para pacientes adultos e pediátricos refratários e/ou intolerantes à terapia

    com anfotericina B convencional, mesmo quando a nefrotoxicidade é o fator limitante.

    Dentre as várias infecções que apresentaram sucesso terapêutico com ABELCET®

    , destacam-se:

    aspergilose invasiva, candidíase disseminada, zigomicose, fusariose, criptococose,

    coccidioidomicose, paracoccidioidomicose, histoplasmose e blastomicose.

    também está indicado no tratamento da leishmaniose cutânea e visceral, nas formas

    avançadas da doença em adultos e crianças.

    2. RESULTADOS DE EFICÁCIA

    Descrição dos Estudos Clínicos

    Duzentos e oitenta e dois pacientes refratários ou intolerantes à anfotericina B convencional, ou para

    os quais esta droga mostrou-se nefrotóxica, portadores de aspergiloses (n=111), candidíases (n= 87),

    zigomicoses (n= 25), criptococoses (n= 16), fusarioses (n= 11) e outras infecções fúngicas, foram

    tratados com ABELCET®

    em três estudos abertos. Os resultados destes estudos demonstraram a

    efetividade de ABELCET®

    no tratamento de infecções fúngicas invasivas.

    Efeitos sobre a função renal

    Pacientes com aspergilose que iniciaram o tratamento de ABELCET®

    com níveis de creatinina sérica

    acima de 2,5 mg/dl, apresentam queda do nível deste parâmetro durante o tratamento; em um estudo

    retrospectivo de controle, os níveis de creatinina sérica apresentaram-se também mais baixos durante

    o tratamento com ABELCET®

    , quando comparados com aqueles dos pacientes tratados com

    anfotericina B convencional (Figura 1).

    Figura 1: Alterações na creatinina sérica média ao longo do tempo.

    Pacientes com aspergilose e creatinina sérica > 2,5 mg/dl na condição basal

    Figura 2: Alterações na creatinina sérica média ao longo do tempo.

    Pacientes com infecções fúngicas e creatinina sérica >2,5 mg/dl na condição basal

    Nota: Estas curvas não representam a evolução clínica de um dado paciente e sim a de um coorte de

    pacientes em estudo aberto.

    Em um estudo randomizado com ABELCET®

    no tratamento de candidíases invasivas em pacientes

    com função renal normal ao início do estudo, a incidência de nefrotoxicidade foi significativamente

    menor com ABELCET ®

    , na dose de 5 mg/Kg/dia, do que com anfotericina B convencional na dose

    de 0,7 mg/Kg/dia.

    A despeito de, geralmente, observar-se menor nefrotoxicidade de ABELCET®

    na dose de 3,0 a 5,0

    mg/Kg/dia, comparando-se com a terapia com anfotericina B convencional na dose de 0,6-1,0

    mg/Kg/dia, pode, ainda assim, verificar-se toxicidade renal com aquela dose de ABELCET®

    . A

    toxicidade renal de doses maiores que 5,0 mg/Kg/dia de ABELCET®

    não foi, formalmente estudada.

    3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

    ABELCET®

    é uma suspensão estéril, apirogênica, para infusão intravenosa, consistindo de

    anfotericina B complexada com dois fosfolipídios em uma razão molar droga/lipídio de 1:1. Os dois

    fosfolipídios, L-α-dimiristoilfosfatidilcolina (DMPC) e L-α-dimiristoilfosfatidilglicerol (DMPG),

    estão presentes em uma razão molar de 7:3. ABELCET®

    é uma suspensão amarela e opaca, com um

    pH entre 5-7.

    Nota

    A encapsulação lipossomal ou a incorporação em um complexo lipídico pode afetar substancialmente

    as propriedades funcionais da droga em comparação às da droga não encapsulada ou não complexada

    a lipídios. Adicionalmente, produtos lipossomais ou lipídio-complexados diferentes, com um

    ingrediente ativo comum, podem diferir na composição química e forma física do componente

    lipídico; tais diferenças podem afetar as propriedades funcionais destes produtos. A anfotericina B,

    um polieno, é um antibiótico antifúngico produzido por uma cepa de Streptomyces nodosus.

    É quimicamente designado como:

    [1R-

    (1R*,3S*,5R*,6R*,9R*,11R*,15S*,16R*,17R*,18S*,19E,21E,23E,25E,27E,29E,31E,33R*,35S*,

    36R*,37S*)]-33-[(3-Amino-3,6-dideoxi-b-D-manopirasonil)oxi]-1,3,5,6,9,11,17,37-octahidroxi-

    15,16,18-trimetil-13-oxo-14,39-dioxabiciclo[33.3.1]nonatriaconta-19,21,23,25,27,29,31-heptaeno-

    36-ácido carboxílico.

    Ela tem um peso molecular de 924.09 e sua fórmula molecular é C47H73NO17.

    Sua fórmula estrutural é:

    Propriedades farmacodinâmicas

    Mecanismo de Ação:

    O componente ativo de ABELCET®

    , anfotericina B, atua por ligação a esteróides da membrana

    celular de fungos suscetíveis, resultando em uma alteração da permeabilidade da membrana. As

    membranas celulares dos mamíferos também contêm esteróides, acreditando-se que os danos às

    células humanas ocorrem por intermédio do mesmo mecanismo de ação.

    Atividade in vitro e in vivo

    ABELCET® mostrou, in vitro, atividade contra Aspergillus sp. (n=3) e Candida sp. (n=10), com

    CIMs geralmente < 1 mg/ml. Dependendo das espécies e cepas de Aspergillus e Cândida testadas,

    foram reportadas diferenças significativas, in vitro, na suscetibilidade à anfotericina B (CIMs

    variando de 0,1 a > 10 mg/ml). Entretanto, não foram estabelecidas técnicas padronizadas para testes

    de suscetibilidade de agentes antifúngicos, e os resultados dos estudos de suscetibilidade

    necessariamente não se correlacionam com os resultados clínicos.

    é ativo, nos modelos animais, contra Aspergillus fumigatus, Candida albicans, C.

    guillermondi, C. stellatoideae e C. tropicalis, Cryptococcus sp., Coccidioidomyces sp., Histoplasma

    sp. e Blastomyces sp., nos quais os objetivos foram a eliminação dos microorganismos do(s) órgão(s)

    alvo(s) e/ou o aumento da sobrevida dos animais infectados.

    Propriedades Farmacocinéticas

    O ensaio usado para dosar a anfotericina B no sangue após a administração de ABELCET®

    não

    distingue a anfotericina B complexada com fosfolipídios, de ABELCET®

    , da anfotericina B não

    complexada. A farmacocinética da anfotericina B após a administração de ABELCET®

    é não-linear.

    O volume de distribuição e o clearance do sangue aumentam com o aumento da dose de

    , acarretando aumentos não proporcionais das concentrações sanguíneas de anfotericina

    B na faixa de doses de 0.6 – 5.0 mg/Kg/dia. Os parâmetros farmacocinéticos da anfotericina B no

    sangue total após a administração de ABELCET®

    e desoxicolato de anfotericina B são:

    Parâmetros farmacocinéticos da anfotericina B no sangue total em pacientes aos quais se

    administraram doses múltiplas de ABELCET®

    ou desoxicolato de anfotericina B

    Parâmetro farmacocinético ABELCET®

    5,0 mg/Kg/dia por

    5-7 dias

    Média ± SD

    anfotericina 0.6 mg/Kg/dia por

    42 diasa

    Concentração máxima (µg/ml) 1.7 ± 0.8 (n=10)b

    1.1 ± 0.2 (n=5)

    Concentração ao final do

    intervalo entre as doses (µg/ml)

    0.6 ± 0.3 (n=10)b

    0.4 ± 0.2 (n=5)

    Área sob a curva concentração

    sanguínea/tempo

    (AUC 0-24h) (µg*h/ml) 14 ± 7 (n=14)b,c

    17.1 ± 5 (n=5)

    Clearance (ml/h*Kg) 436 ± 188.5 (n= 14)b,c

    38 ± 15 (n= 5)

    Volume de distribuição aparente

    (Vd area) (l/Kg)

    131 ± 57.7 (n= 8)c

    5 ± 2.8 (n= 5)

    Meia vida de eliminação final

    (h)

    173.4 ± 78 (n= 8)c

    91.1 ± 40.9 (n= 5)

    Quantidade excretada na urina

    nas 24 horas após a última dose

    (% da dose)d

    0.9 ± 0.4 (n= 8)c

    9.6 ± 2.5 (n= 8)

    a

    Dados de pacientes com leishmaniose mucocutânea. Velocidade de infusão de 0.25 mg/Kg/h.

    b

    Dados de estudos em pacientes com câncer citologicamente comprovado sendo tratados com

    quimioterapia ou pacientes neutropênicos com infecção fúngica presumida ou comprovada.

    Velocidade de infusão de 2.5 mg/Kg/h.

    c

    Dados de pacientes com leishmaniose mucocutânea. Velocidade de infusão de 4 mg/Kg/h.

    d

    Percentagem da dose excretada em 24 horas após a última dose.

    O grande volume de distribuição e o alto clearance sanguíneo da anfotericina B após administração

    de ABELCET®

    provavelmente refletem captação pelos tecidos. A longa meia-vida de eliminação

    final provavelmente reflete uma lenta redistribuição para os tecidos. Embora a anfotericina B seja

    excretada lentamente, existe uma pequena acumulação no sangue após doses repetidas. A AUC da

    anfotericina B aumentou aproximadamente 34% a partir do dia 1 após a administração de

    , na dose de 5 mg/Kg/dia durante 7 dias. Os efeitos do gênero ou da raça sobre a

    farmacocinética de ABELCET®

    não foram estudados.

    As concentrações tissulares de anfotericina B foram obtidas da autópsia de um paciente submetido a

    transplante cardíaco que recebeu três doses de ABELCET®

    de 5.3 mg/Kg/dia.

    Concentração nos tecidos humanos

    Órgão anfotericina B

    Concentração tissular (µg/g)

    Baço 290

    Pulmão 222

    Fígado 196

    Nódulos Linfáticos 7.6

    Rim 6.9

    Coração 5

    Cérebro 1.6

    Este padrão de distribuição é consistente com aquele observado em estudos pré-clínicos em cães, nos

    quais as maiores concentrações de anfotericina B, após administração de ABELCET®

    foram

    observadas no fígado, baço e pulmão; entretanto, desconhece-se a relação entre as concentrações

    tissulares de anfotericina B, quando administrada como ABELCET®

    , e sua atividade biológica.

    Populações Especiais

    Insuficiência hepática: o efeito da insuficiência hepática sobre a disponibilidade de ABELCET®

    não é conhecido, porém observa-se em estudo que mesmo quando há comprometimento hepático por

    infecção fúngica invasiva, as enzimas hepáticas se mantiveram inalteradas na vigência do tratamento

    e a concentração de ABELCET®

    no fígado permaneceu alta.

    Insuficiência renal: Estudos demonstram a segurança de ABELCET®

    em pacientes com

    insuficiência renal, e mesmo em pacientes com tendência à disfunção renal. A dose ideal não foi

    estabelecida, mesmo assim, os estudos relatam que não existe dose limite para a nefrotoxicidade,

    mesmo sendo essa dose maior que 5 mg/kg/dia. Conclui-se ainda que os níveis séricos de creatinina

    devem ser monitorados durante o tratamento.

    Sendo ABELCET®

    uma droga potencialmente nefrotóxica, deve ser feito um monitoramento da

    função renal antes de iniciar o tratamento em pacientes com doença renal pré-existente ou que já

    tiveram insuficiência renal e, regularmente, durante a terapia.

    pode ser administrado em pacientes durante a diálise renal ou hemofiltração.

    Níveis de Potássio e Magnésio séricos devem ser monitorados regularmente.

    Hemodiálise ou diálise peritoneal não aumentam visivelmente a taxa de eliminação da Anfotericina

    B.

    Pacientes idosos: a farmacocinética e a farmacodinâmica em pacientes idosos (≥ 65 anos de idade)

    não foram estudadas, entretanto infecções fúngicas sistêmicas têm sido tratadas em pacientes idosos

    (≥ 65 anos de idade) em doses comparáveis à dose recomendada para o peso corporal.

    Pacientes pediátricos: Estudos em pacientes pediátricos indicam que a eficácia do tratamento foi

    mantida tanto nas doses mínimas como nas doses máximas. Além disso, a toxicidade foi diminuída

    nas doses menores.

    foi estudado em neonatos e foi constatado que o medicamento é seguro e eficaz no

    tratamento nesta faixa etária com candidíase invasiva na dosagem de 2,5mg/kg/dia à 5 mg/kg/dia. Os

    resultados deste estudo indicaram que não há diferença na disposição de ABELCET®

    em neonatos e

    grupos de outras idades.

    4. CONTRAINDICAÇÕES

    ABELCET®

    é contraindicado em pacientes que tenham demonstrado hipersensibilidade à

    anfotericina B ou a qualquer outro componente da formulação.

    Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

    é um medicamento classificado na categoria de risco C na gravidez.

    5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

    Têm sido informados casos de anafilaxia com desoxicolato de anfotericina B e outros produtos que

    contém anfotericina B. Com ABELCET®

    , a taxa de incidência de anafilaxia informada é < 1%. Caso

    ocorra dificuldade respiratória grave, a infusão deve ser suspensa imediatamente; o paciente não

    deve receber outras infusões de ABELCET®

    .

    Gerais

    Assim como com qualquer produto que contenha anfotericina B, a administração inicial de

    ABELCET®

    deve ser realizada sob observação clínica estreita por profissionais com treinamento

    adequado.

    Reações relacionadas à infusão (como calafrios e febre) foram registradas durante a administração de

    , na forma aguda, ocorrendo de 1 a 2 horas após o início da infusão intravenosa e na

    forma leve a moderada, principalmente nos primeiros 2 dias de administração. Estas reações,

    normalmente, diminuem após poucos dias de tratamento e devem ser consideradas medidas

    cautelares de prevenção ou tratamento destas reações, para pacientes que recebem a terapia do

    . Tratamentos com doses diárias de ácido acetilsalicílico, antipiréticos, anti-histamínicos

    e antieméticos têm sido relatados como bem sucedidos na prevenção ou tratamento destas reações.

    A infusão raramente tem sido associada a hipotensão, broncoespasmo, arritmias cardíacas e choque.

    Exames Laboratoriais

    Os valores da creatinina sérica devem ser monitorados a intervalos freqüentes durante a terapia com

    (vide Reações Adversas). É também recomendável o monitoramento regular da função

    hepática, eletrólitos séricos (particularmente magnésio e potássio) e hemograma completo.

    Carcinogênese, mutagênese e redução da fertilidade

    Não foram realizados estudos de longo prazo, em animais, para avaliar o potencial carcinogênico de

    . Para acessar o potencial mutagênico de ABELCET®

    , foram conduzidos os seguintes

    estudos in vitro (com e sem ativação metabólica) e in vivo: ensaio de mutação reversa bacteriana,

    ensaio de mutação de progressão do linfoma em camundongo, ensaio de aberração cromossômica em

    células CHO e ensaio in vivo de micronúcleos em camundongo. ABELCET®

    não apresentou efeitos

    mutagênicos em quaisquer dos ensaios. Os estudos demonstraram que ABELCET®

    não teve qualquer

    impacto sobre a fertilidade dos ratos machos e fêmeas, em doses até 0,32 vezes a dose humana

    recomendada (com base no parâmetro área de superfície corporal).

    Gravidez

    Estudos sobre a reprodução em ratos e coelhos, com doses até 0,64 vezes a dose humana, não

    revelaram danos aos fetos. Uma vez que os estudos sobre a reprodução, em animais, não são sempre

    preditivos da resposta humana e como não foram realizados estudos adequados e bem controlados

    em mulheres grávidas, ABELCET®

    somente deve ser utilizado durante a gravidez após conclusão de

    que a droga é realmente importante para a paciente.

    Amamentação

    Não se sabe se ABELCET®

    é excretado no leite materno. Como muitas drogas são excretadas no

    leite humano e tendo em vista o potencial de reações adversas sérias, devidas a ABELCET®

    , em

    lactentes alimentados ao seio, deve-se decidir entre a suspensão da amamentação ou o uso da droga,

    levando em conta a importância da droga para a mãe.

    Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

    é um medicamento classificado na categoria de risco C na gravidez.

    Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco

    Pacientes Idosos

    Quarenta e nove pacientes idosos, com idade acima de 65 anos, foram tratados com ABELCET®

    na

    dose de 5 mg/Kg/dia, em dois estudos abertos e em um estudo de grupo único, prospectivo e menor.

    Nenhum evento adverso grave inesperado foi relatado.

    Uso pediátrico

    Cento e onze crianças (2 foram recrutadas duas vezes e contadas como pacientes separados), com

    idades de 16 anos ou menos, onze das quais tinham menos de 1 ano, foram tratadas com

    , na dose de 5 mg/Kg/dia, em dois estudos abertos e em um pequeno estudo prospectivo

    de ramo único. Em um estudo monocêntrico, 5 crianças com candidíase hepatoesplênica foram

    tratadas eficazmente com 2,5 mg/Kg/dia de ABELCET®

    Não foram reportados efeitos adversos sérios inesperados.

    foi estudado em neonatos e foi constatado que o medicamento é seguro e eficaz no

    tratamento nesta faixa etária com candidíase invasiva na dosagem de 2,5mg/kg/dia a 5 mg/kg/dia. Os

    resultados deste estudo indicaram que não há diferença na disposição de ABELCET®

    em neonatos e

    6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

    Não foram conduzidos estudos formais de interação de ABELCET®

    com outras drogas. Entretanto,

    quando administradas concomitantemente, as drogas mencionadas em seguida são conhecidas por

    interagir com a anfotericina B, podendo assim, interagir com ABELCET®

    :

    Interações medicamento-medicamento

    Agentes antineoplásicos

    O uso simultâneo de agentes antineoplásicos e anfotericina B pode aumentar o potencial para

    toxicidade renal, broncoespasmo e hipotensão. Deve-se ter muito cuidado quando da administração

    concomitante de agentes antineoplásicos e ABELCET®

    .

    Corticoesteróides e corticotropina (ACTH)

    O uso concomitante de corticoesteróides ou corticotropina com anfotericina B pode potencializar a

    hipocalemia, que pode predispor o paciente à disfunção cardíaca; se usados concomitantemente com

    ABELCET®

    , os eletrólitos séricos e a função cardíaca devem ser estreitamente monitorados.

    Ciclosporina A

    Dados de um estudo prospectivo do uso profilático de ABELCET®

    em 22 pacientes submetidos a

    transplante de medula óssea sugeriram que a instituição simultânea de Ciclosporina A e ABELCET®

    ,

    nos dias posteriores à cirurgia, pode estar associada com nefrotoxicidade aumentada.

    Glicosídeos digitálicos

    O uso concomitante de anfotericina B pode induzir hipocalemia e potencializar a toxicidade

    digitálica. Quando administrados concomitantemente com ABELCET®

    , os níveis séricos de potássio

    devem ser estreitamente monitorados.

    Flucitosina

    O uso concomitante de flucitosina com preparações contendo anfotericina B pode aumentar a

    toxicidade da flucitosina por uma possível elevação da sua captação celular e/ou comprometimento

    da sua excreção renal. Deve-se ter cautela na administração concomitante da flucitosina com

    Imidazóis (cetoconazol, miconazol, clotrimazol, fluconazol, etc)

    Antagonismo entre anfotericina B e derivados imidazólicos tais como miconazol e cetoconazol, que

    inibem a síntese de ergosterol, foi reportado tanto em estudos in vitro quanto em animais in vivo. A

    importância clínica destes achados não foi determinada.

    Outros medicamentos nefrotóxicos

    O uso simultâneo de anfotericina B e agentes tais como aminoglicosídeos e pentamidina podem

    aumentar o potencial de toxicidade renal droga-induzida. O uso simultâneo de ABELCET®

    e

    aminoglicosídeos ou pentamidina requer muito cuidado. Recomenda-se monitoração intensiva da

    função renal em pacientes que requeiram qualquer combinação de medicamentos nefrotóxicos.

    Relaxante músculo-esquelético

    A hipocalcemia induzida pela anfotericina B pode aumentar o efeito curarizante dos relaxantes

    músculos-esqueléticos (tubocurarina, por exemplo). Quando administrados simultaneamente com

    , os níveis de potássio sérico devem ser monitorados a intervalos freqüentes.

    Zidovudina

    Observaram-se aumentos da mielotoxicidade e da nefrotoxicidade em cães quando ABELCET®

    (em

    doses 0.16 ou 0.5 vezes a dose humana recomendada) ou desoxicolato de anfotericina B (0.5 vezes a

    dose humana recomendada) foram administrados simultaneamente com zidovudina durante 30 dias.

    Ao se usar zidovudina e ABELCET®

    simultaneamente, as funções renais e hematológica devem ser

    monitoradas a intervalos freqüentes.

    Interações medicamento-exame laboratorial

    Transfusões de leucócitos

    Foi reportada toxicidade pulmonar aguda em pacientes que receberam anfotericina B intravenosa e

    transfusões de leucócitos. Não se deve administrar, ao mesmo tempo, transfusões de leucócitos e

    7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

    Armazenar a uma temperatura entre 2ºC à 8ºC, protegido da luz. Não congelar. Mantê-lo dentro do

    cartucho até o momento do uso. A suspensão diluída de ABELCET®

    em solução glicosada a 5%,

    pronta para o uso, é estável por até 48 horas de 2ºC à 8ºC e por um período adicional de 6 horas à

    temperatura ambiente.

    Este medicamento é válido por 24 meses a partir da data de fabricação.

    Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

    Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

    Depois de aberto, este medicamento somente poderá ser consumido em até 48 horas, se a

    suspensão de ABELCET®

    estiver diluída em solução glicosada a 5% e armazenada à

    temperatura de 2ºC à 8ºC e por um período adicional de 6 horas à temperatura ambiente.

    Características Organolépticas

    ABELCET®

    é uma suspensão opaca, de cor amarela, estéril, apirogênica, para infusão endovenosa.

    Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

    Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

    8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

    Ao iniciar o tratamento pela primeira vez, uma dose teste deve ser administrada imediatamente antes

    da primeira infusão.

    Preparação da mistura para infusão

    O medicamento ABELCET®

    é estéril, portanto, sua diluição deverá ser realizada em capela de fluxo

    laminar, com seringas estéreis de acordo com as técnicas assépticas, visando manter sua esterilidade.

    Agitar o frasco suavemente até que não haja evidência de qualquer sedimento amarelo no fundo.

    Retirar a dose adequada de ABELCET®

    do número necessário de frascos, em uma ou mais seringas

    estéreis usando uma agulha calibre 18. Remover a agulha de cada seringa preenchida com

    ABELCET®

    substituindo-a pela agulha-filtro de 5 micra fornecida com cada frasco do produto.

    Pode-se usar uma única agulha-filtro para filtrar o conteúdo de até quatro frascos de 100 mg.

    Introduzir a agulha-filtro da seringa em uma bolsa de infusão IV contendo Solução Glicosada a 5%

    USP, e esvaziar o conteúdo da(s) seringa(s) na bolsa. A concentração final da infusão deve ser de 1

    mg/ml.

    Em pacientes pediátricos e naqueles com doença cardiovascular a droga pode ser diluída em Solução

    Glicosada a 5% até uma concentração final da infusão de 2 mg/ml. Antes da infusão, agitar a bolsa

    até que o conteúdo esteja completamente misturado. Caso o tempo de infusão exceda 2 horas,

    misturar o conteúdo da bolsa de infusão, agitando-a a cada 2 horas. Não usar a mistura após a

    diluição com Solução glicosada a 5% se houver qualquer evidência de substância estranha. Os

    frascos devem ser usados uma única vez. O material não aproveitado deve ser descartado. Deve-se

    observar rigorosamente a técnica asséptica durante todo o período de manipulação do ABELCET®

    ,

    uma vez que nenhum agente bacteriostático ou conservante foi acrescentado ao produto.

    NÃO DILUIR COM SOLUÇÕES SALINAS, NEM MISTURAR COM OUTRAS DROGAS OU

    ELETRÓLITOS, uma vez que a compatibilidade de ABELCET®

    com esses produtos não foi

    estabelecida. O acesso intravenoso existente deve ser lavado com Solução Glicosada a 5% antes da

    infusão de ABELCET®

    , ou um acesso separado deve ser usado para a infusão. NÃO USAR UM

    FILTRO DE LINHA. A suspensão diluída, pronta para o uso, é estável por até 48 horas de 2ºC à 8ºC

    e por um período adicional de 6 horas à temperatura ambiente.

    Não há estudos de ABELCET®

    administrado por vias não recomendadas. Portanto, por

    segurança e eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por via endovenosa.

    Posologia

    A dose diária recomendada para adultos e crianças (incluindo neonatos prematuros) é de 1,0 a

    5,0mg/Kg/dia, em uma única infusão a uma taxa de 2,5 mg/Kg/h. Para infecções fúngicas do sistema

    nervoso central (SNC), o tempo de tratamento é de 2 a 6 semanas dependendo da resposta clínica.

    A dosagem de ABELCET®

    deve ser ajustada de acordo com as necessidades específicas de cada

    paciente:

    a) Micoses sistêmicas – A terapia usualmente é instituída a uma dose de 1,0mg/kg/dia, podendo ser

    aumentada até 5,0mg/kg/dia conforme a necessidade.

    b) Leishmaniose visceral – Poderá ser usada a dose de 3mg/kg/dia por 5 a 10 dias.

    c) Profilaxia para infecções fúngicas invasivas em pacientes transplantados – ABELCET®

    pode ser

    administrado em doses diárias de 1,0 a 1,5mg/kg/dia durante 5 dias consecutivos após o transplante.

    d) Profilaxia em pacientes com Leucemia - Doses diárias de 2,5mg/kg/dia 3 vezes por semana ou

    1,25mg/kg/dia em pacientes com nefrotoxicidade ou hepatotoxicidade.

    e) Profilaxia para Leishmaniose – ABELCET®

    na dosagem de 1,0mg/kg/dia por 21 dias nos

    pacientes com Síndrome da Imunodeficiência adquirida.

    f) Infecção fúngica sistêmica em pacientes pediátricos – É recomendada a dose de 2,0 a

    5,0mg/kg/dia.

    g) Nas infecções do SNC, ABELCET®

    pode ser administrado por via intratecal ou intracisternal

    associado com a administração sistêmica da droga. Pode ser administrado juntamente com

    hidrocortisona. A dose para a administração por estas vias é de 0,01mg a 1,5 mg/dia/semana.

    h) Pacientes idosos – Pacientes idosos devem ser tratados comparando as doses recomendadas e o

    peso corporal.

    i) Pacientes Diabéticos - ABELCET®

    pode ser administrado em pacientes diabéticos se for

    comparada as doses recomendadas e o peso corporal

    Equivalência em peso entre o composto químico da apresentação farmacêutica com a

    substância terapeuticamente ativa:

    Cada 1 mL de ABELCET®

    contém 5,0mg de anfotericina B e 13,9 mg de excipientes.

    9. REAÇÕES ADVERSAS

    A referência para os dados de segurança é constituída de 921 pacientes tratados com ABELCET®

    (5

    pacientes foram arrolados duas vezes e contados como pacientes separados), dos quais 775 foram

    tratados com 5 mg/Kg/dia. Destes 775 pacientes, 194 foram tratados em quatro estudos

    comparativos; 25 foram tratados em estudos abertos, não comparativos; e 556 pacientes foram

    tratados em um estudo aberto, em um programa de uso em emergência. A maioria era portadora de

    neoplasias hematológicas subjacentes e muitos recebiam medicação múltipla concomitante. Dos 556

    pacientes tratados com ABELCET®

    , 9% descontinuaram o tratamento devido a eventos adversos,

    relacionados ou não com a droga em estudo.

    Geralmente, os eventos adversos mais comumente reportados com ABELCET®

    foram calafrios e/ou

    febre transitórios durante a infusão da droga.

    EVENTOS ADVERSOS (a) COM UMA INCIDÊNCIA DE ≥ 3% (N = 556)

    EVENTO ADVERSO Percentagem (%) de pacientes

    Calafrios 18

    Febre 14

    Creatinina sérica aumentada 11

    Falência múltipla de órgãos 11

    Náusea 9

    Hipotensão 8

    Insuficiência respiratória 8

    Vômito 8

    Dispnéia 7

    Septicemia 7

    Diarréia 6

    Cefaléia 6

    Parada cardíaca 6

    Hipertensão arterial 5

    Hipocalcemia 5

    Infecção 5

    Insuficiência renal 5

    Dor 5

    Trombocitopenia 5

    Dor abdominal 4

    Anemia 4

    Bilirrubinemia 4

    Hemorragia digestiva 4

    Leucopenia 4

    Exantema 4

    Distúrbio respiratório 4

    Dor torácica 3

    Náusea e Vômito 3

    (a) A associação causal entre estes eventos adversos e ABELCET®

    é incerta.

    Os eventos adversos mencionados a seguir foram também reportados em pacientes que usaram

    ABELCET®

    em estudos clínicos abertos não controlados. A associação causal entre estes eventos

    adversos e ABELCET®

    Corpo como um todo

    Mal-estar, perda ponderal, surdez, reação no local da injeção incluindo inflamação.

    Alérgicos

    Broncoespasmo, sibilos, asma, reações anafilactóides e outras reações alérgicas.

    Cardiopulmonares

    Insuficiência cardíaca, edema pulmonar, choque, infarto do miocárdio, hemoptise, taquipnéia,

    tromboflebite, embolia pulmonar, miocardiopatia, derrame pleural, arritmias incluindo fibrilação

    ventricular.

    Dermatológicos

    Exantema maculopapular, prurido, dermatite esfoliativa, eritema polimorfo.

    Gastrointestinais

    Insuficiência hepática aguda, hepatite, icterícia, melena, anorexia, dispepsia, cólica, dor epigástrica,

    doença hepática veno-oclusiva, diarréia, hepatomegalia, colongite, colecistite.

    Hematológicos

    Defeitos de coagulação, leucocitose, discrasias sanguíneas incluindo eosinofilia.

    Músculo-esqueléticos

    Miastenia e dores ósseas, musculares e articulares.

    Neurológicos

    Convulsões, zumbido, deficiência visual, deficiência auditiva, neuropatia periférica, vertigem

    transitória, diplopia, encefalopatia, acidente vascular cerebral, síndrome extrapiramidal e outros

    sintomas neurológicos.

    Urogenitais

    Oligúria, diminuição da função renal, anúria, acidose tubular renal, impotência, disúria,

    anormalidades dos eletrólitos séricos, hipomagnesemia, hipercalemia, hipocalcemia, hipercalcemia.

    Anormalidades das provas de função hepática

    Elevações da AST, ALT, fosfatase alcalina, LDH.

    Anormalidades das provas de função renal

    Elevação da uréia sérica.

    Outras anormalidades

    Acidose, hiperamilasemia, hipoglicemia, hiperglicemia, hiperuricemia, hipofosfatemia.

    Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária -

    NOTIVISA, disponível www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância

    Sanitária Estadual ou Municipal.

    10. SUPERDOSE

    Em caso de overdose, o estado do paciente (em particular as funções cardio-pulmonar, renal e

    hepática bem como a contagem de eletrólitos séricos no sangue) deve ser monitorado e iniciar

    medidas de apoio.

    Não há antídoto específico para Anfotericina B.

    Tem sido reportado que a superdosagem com desoxicolato de anfotericina B pode causar parada

    cardiorrespiratória. Existe informe sobre 15 (quinze) pacientes que receberam uma ou mais doses de

    ABELCET®

    entre 7-13 mg/Kg; nenhum desses pacientes apresentou uma reação aguda séria ao

    medicamento. Caso se suspeite de superdosagem, descontinuar o tratamento, monitorar o estado

    clínico do paciente e instituir as medidas de apoio necessárias. ABELCET®

    não é hemodialisável.

    Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

    DIZERES LEGAIS

    Reg. M.S. 1.5626.0016

    Farmacêutico Responsável: Juliana Couto Carvalho de Oliveira.

    CRF-RJ nº 19835.

    Registrado e Importado por: Laboratórios Bagó do Brasil S.A.

    R. Cônego Felipe, 365 - Rio de Janeiro / RJ - CEP: 22.713-010.

    CNPJ nº 04.748.181/0001-90.

    Indústria Brasileira

    Fabricado por: Sigma Tau Pharmaceuticals

    Indianápolis, IN, USA para Cephalon Limited, Albany

    Place, Hyde Way, Welwyn Garden City, Hertfordshire, AL7 3BT, UK.

    Comercializado por: Teva Farmacêutica Ltda.

    Rua Mota Pais, 471B - São Paulo - SP

    CNPJ n° 05.333.542/0001-08

    VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

    USO RESTRITO A HOSPITAIS.

    Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 01/11/2013.

    0722/7

    Anexo B

    Histórico de Alteração da Bula

    Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificaçãoque altera a bula Dados das alterações de bulas

    Data do

    expediente

    Nº do

    Assunto

    Assunto Data de aprovação Itens de bula

    Versões

    (VP/VPS)

    Apresentações

    relacionadas

    01/11/2013 0920499/13-7

    10458 – MEDICAMENTO

    NOVO - Inclusão Inicial de

    Texto de Bula – RDC

    60/12

    NA NA NA NA

    - CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
    - ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
    - POSOLOGIA E MODO DE USAR
    - SUPERDOSE
    - DIZERES LEGAIS

    VPS

    Suspensão Injetável 5

    mg/ml

    23/06/2014 -

    10451 - MEDICAMENTO

    NOVO - Notificação de

    Alteração de Texto de

    Bula – RDC 60/12

    Cuidado! Todas as informações contidas neste site têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.