Bula do Bimatoprosta para o Profissional

Bula do Bimatoprosta produzido pelo laboratorio Legrand Pharma Indústria Farmacêutica Ltda
para o Profissional com todas as informações sobre este medicamento

O conteúdo abaixo foi extraído automaticamente da bula original disponibilizada no portal da ANVISA.

Bula do Bimatoprosta
Legrand Pharma Indústria Farmacêutica Ltda - Profissional

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BULA COMPLETA DO BIMATOPROSTA PARA O PROFISSIONAL

bimatoprosta

LEGRAND PHARMA INDÚSTRIA FARMCÊUTICA LTDA

Solução oftálmica estéril

0,3 mg/mL

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

“medicamento genérico Lei n° 9.787, de 1999”

Formas farmacêuticas e apresentações

Solução oftálmica estéril.

Embalagens contendo frascos conta-gotas de 2,5 mL, 3 mL , 5 mL ou 7,5 mL de solução oftálmica estéril.

USO ADULTO

USO TÓPICO OFTÁLMICO

COMPOSIÇÃO

Cada mL de solução oftálmica contém:

bimatoprosta ................................................................................................. 0,3 mg

veículo* q.s.p. .................................................................................................1,0 mL

* cloreto de benzalcônio, fosfato de sódio dibasico, cloreto de sódio, hidróxido de sódio, ácido cítrico,

água para injetáveis.

Uma gota da solução contém aproximadamente 9,4 mcg de bimatoprosta.

Cada 1 mL da solução oftálmica de bimatoprosta corresponde a aproximadamente 32 gotas.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

1. INDICAÇÕES

A bimatoprosta é indicada para a redução da pressão intraocular elevada (PIO) em pacientes com

glaucoma de ângulo aberto, glaucoma de ângulo fechado em pacientes submetidos previamente a

iridotomia e hipertensão ocular.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA

Nos estudos clínicos de pacientes com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular com uma PIO

média basal de 26 mmHg, o efeito redutor da PIO de bimatoprosta uma vez ao dia (à noite) foi de 7 – 8

mmHg. Nos estudos de Fase 3 sobre a bimatoprosta em solução oftálmica a 0,03%, confirmou-se que o

medicamento, administrado uma vez ao dia como monoterapia, se mostrou clinicamente e

estatisticamente superior ao timolol 0,5%, administrado duas vezes ao dia, na redução da pressão

intraocular elevada de pacientes com glaucoma ou hipertensão ocular.1,2,3 De modo global, a eficácia do

esquema posológico de administração única diária se mostrou melhor do que a de duas administrações ao

dia. O esquema posológico de administração única diária, à noite, efetivamente reduz a pressão

intraocular durante todo o período de 24 horas, inclusive em um estudo com duração de 1 ou 2 anos de

tratamento, que também evidenciou que a administração da bimatoprosta é segura e bem tolerada 4

Em 6 meses, estudos clínicos de fase 3 com a solução oftálmica de bimatoprosta 0.03% versus

latanoprosta, demonstrou uma redução da pressão intraocular estatisticamente superior pela manhã

(variando de -7.6 para -8.2 mmHg para bimatoprosta versus -6.0 para -7.2 mmHg para latanoprosta).

Além disso, durante o acompanhamento, os valores médios da pressão intraocular foram

significativamente menores com bimatoprosta do que com latanoprosta.5

Em estudo clínico de 12 semanas, a segurança e eficácia de bimatoprosta 0,03% foi comparada com

latanoprosta 0,005%, ambos administados uma vez à noite, como terapia adjunta com betabloqueadores,

em pacientes com glaucoma ou hipertensão que não foram adequadamente controlados com beta-

bloqueadores somente. A alteração média em relação à PIO basal foi significativamente maior para os

pacientes tratados com bimatoprosta do que para os tratados com latanoprosta nas consultas do estudo.6

1 - Study 192024-008: (12-month report). A multi-center, double-masked, randomized, parallel, three-

month study (with treatment extended to one year) of the safety and efficacy of AGN 192024 0.03%

ophthalmic solution, administered once-daily or twice-daily compared with timolol 0.5% ophthalmic

solution administered twicedaily, in subjects with glaucoma or ocular hypertension. Allergan, 2000

2 - Study 192024-009: (12-month report). A multi-center, double-masked, randomized, parallel, three-

solution administered twicedaily, in subjects with glaucoma or ocular hypertension. Allergan, 2000.

3 - Higginbotham EJ, Schuman JS, Goldberg I, Gross RL, VanDenburgh AM, Chen K, Whitcup SM.

One-year, randomized study comparing bimatoprost and timolol in glaucoma and ocular hypertension.

Arch Ophthalmol. 2002;120:1286-1293.

4 - Study 192024-014: A multicenter, double-masked, randomized, parallel, extension study evaluating

the safety and efficacy of bimatoprost 0.03% ophthalmic solution, compared with timolol 0.5%

ophthalmic solution, in patients with glaucoma or ocular hypertension. Allergan, 2003

5 - Study 192024-019: A Multi-Center, Investigator-Masked, Randomized, Parallel Study of the Efficacy

and Safety of AGN 192024 0.03% Ophthalmic Solution (QD) Compared with Latanoprost 0.005%

Ophthalmic Solution (QD) in Patients with Glaucoma or Ocular Hypertension for 3 Months of Treatment

(With Treatment Extended to Month 6). Allergan, 2003.

6 - Study 192024-501: A twelve-week, multi-center, investigator-masked, randomized, parallel

comparison of the safety and efficacy of AGN 192024 0.03% ophthalmic solution administered once-

daily or twice-daily with latanoprost 0.005% ophthalmic solution, adjunctively with topical beta-blockers,

in subjects with glaucoma or ocular hypertension. Allergan, 1999.

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Farmacodinâmica

A bimatoprosta é um agente antiglaucomatoso, cujo princípio ativo é a bimatoprosta, prostamida que é

um análogo sintético da prostaglandina F2x(PGF2x) com potente atividade hipotensora ocular. Sua

seletividade imita os efeitos da prostamida F2x, substância que existe naturalmente. Ela é sintetizada a

partir de uma anandamida por uma via envolvendo a COX-2, mas não a COX-1, sugerindo uma nova via

que leva à síntese de amidas lipídicas endógenas que reduzem a pressão intraocular (PIO). A

bimatoprosta difere das prostaglandinas, pois não estimula os receptores prostanóides, não é mitogênica,

não contrai o útero humano e é eletroquimicamente neutra. A bimatoprosta reduz a PIO em humanos

porque aumenta o fluxo de saída através das malhas trabeculares e aumenta o fluxo de saída uveo

escleral.

Farmacocinética

Absorção: Após instilação, a bimatoprosta é absorvida através da córnea e esclera humana, atingindo

concentrações plasmáticas de pico em 10 minutos e passa a apresentar concentrações abaixo do limite de

detecção (0,025 ng/mL) em 1,5 horas após a administração. Os valores da Cmáx média e a AUC0-

24horas foram semelhantes nos dias 7 e 14 em aproximadamente 0,08 ng/mL e 0,09 ng/mL,

respectivamente, indicando que o estado de equilíbrio foi atingido durante a primeira semana de aplicação

ocular. A substância não sofre acúmulo sistêmico significativo no decorrer do tempo.

Distribuição: A bimatoprosta se distribui aos tecidos orgânicos atingindo um volume de distribuição no

estado de equilíbrio de 0,67 L/kg. No sangue humano a bimatoprosta permanece principalmente no

plasma. Aproximadamente 12% da bimatoprosta permanece livre.

Metabolismo: A bimatoprosta sofre glucoronidação, hidroxilação, n-desetilação e então desamidação para

formar uma variedade de metabólitos, que não são farmacologicamente ativos.

Eliminação: Sua excreção é principalmente urinária. Após uma dose intravenosa de bimatoprosta marcada

radioativamente (3,12 mcg/kg) a seis voluntários sadios, a concentração sangüínea máxima da droga

inalterada foi de 12,2 ng/mL e diminuiu rapidamente com uma meia vida de eliminação de

aproximadamente 45 minutos. A depuração total no sangue foi de 1,5 L/h/kg. Até 67% da dose

administrada foi excretada pela urina enquanto 25% da dose foi recuperada nas fezes. A redução da

pressão intraocular se inicia aproximadamente 4 horas após a primeira administração com efeito máximo

atingido dentro de aproximadamente 8 a 12 horas. A duração do efeito se mantém por pelo menos 24

horas.

Os estudos de carcinogenicidade e mutagenicidade mostraram que a bimatoprosta não é mutagênica nem

clastogênica no teste de Ames, e nos testes micronucleares e testes de linfoma de camundongos.

4. CONTRAINDICAÇÕES

A bimatoprosta é contraindicada em pacientes com hipersensibilidade a bimatoprosta ou qualquer um dos

componentes da fórmula do produto.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Advertências

Bimatoprosta é um medicamento de uso exclusivamente tópico ocular.

Foi relatado aumento da pigmentação da íris após a administração de solução de bimatoprosta. Pacientes

devem ser alertados sobre o potencial de aumento da pigmentação da íris e de que essas alterações podem

ser permanentes. A alteração de pigmentação é devido ao aumento da melanina contida nos melanócitos

maior do que o aumento do número de melanócitos. Os efeitos a longo prazo do aumento da pigmentação

não são conhecidos. A alteração da cor da íris após administração oftálmica de bimatoprosta pode não ser

observada por vários meses a anos. Nem os nevos nem sardas da íris parecem ser afetados pelo

tratamento.

Também foi relatado uma alteração da pigmentação de tecidos, aumento gradativo do crescimento dos

cílios em comprimento e espessura, escurecimento da pele ao redor dos olhos e da cor do olhos com a

utilização da solução oftálmica de bimatoprosta. Quando Bimatoprosta 0,3 mg/ ml (colírio multidose) foi

aplicado diretamente nos olhos para tratamento da pressão intraocular elevada, a alteração de

pigmentação mais reportada foi nos tecidos periorbitares (pálpebra), cílios e íris. Esta pigmentação nos

tecidos periorbitares foi relatada como sendo reversível em alguns pacientes.

Existe o potencial para crescimento de pelos nas áreas onde a solução de Bimatoprosta entra em contato

repetidamente com a superfície da pele. Portanto, é importante aplicar Bimatoprosta conforme instruído

para evitar que a solução escorra pela face ou outras áreas.

Bimatoprosta não foi estudado em pacientes em condições oculares inflamatórias, neovasculares,

glaucoma de ângulo fechado, glaucoma congênito ou glaucoma de ângulo estreito.

Precauções

Antes de iniciar o tratamento, os pacientes devem ser informados sobre a possibilidade de crescimento

dos cílios, pois esta reação foi observada durante o tratamento com análogos da prostaglandina, incluindo

Bimatoprosta. Houve relatos de ceratite bacteriana associada com o uso de recipientes de doses múltiplas

de produtos oftálmicos de uso tópico. Esses recipientes foram contaminados inadvertidamente pelos

pacientes, que na maioria dos casos, apresentavam doença corneana concomitante ou ruptura da

superfície epitelial ocular.

Bimatoprosta deve ser utilizado com cautela em pacientes com inflamação intraocular aguda (como por

exemplo, uveíte) pois a inflamação pode ser agravada.

A presença de edema macular, incluindo edema macular cistóide, foi relatada durante o tratamento com

Bimatoprosta 0,3 mg/ ml solução oftálmica. Portanto, bimatoprosta a 0,03% deve ser utilizada com

cautela em pacientes afácicos, em pacientes pseudoafácicos com cápsula posterior do cristalino lacerada,

ou em pacientes com fatores de risco conhecidos para edema macular (por exemplo, cirurgia intraocular,

oclusão de veia da retina, doença inflamatória ocular e retinopatia diabética).

Gravidez e Lactação

Gravidez

Categoria de risco na gravidez: C

Não foram realizados estudos controlados em gestantes. Considerando que os estudos sobre toxicidade

reprodutiva em animais nem sempre são indicativos de resposta humana, Bimatoprosta apenas deve ser

utilizado em gestantes se os potenciais benefícios para a mãe justificarem os potenciais riscos para o feto.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do

cirurgião-dentista.

Lactação

Não se dispõe de dados a respeito da excreção do Bimatoprosta no leite humano, mas como os estudos em

animais mostraram que a substância é excretada pelo leite, recomenda-se cautela na administração do

medicamento durante a lactação.

Pacientes pediátricos

O uso em pacientes pediátricos não foi avaliado e portanto o uso de Bimatoprosta não é recomendado em

crianças e adolescentes.

Pacientes idosos

Não foram observadas diferenças de eficácia e segurança entre pacientes idosos e de outras faixas etárias.

Pacientes que utilizam lentes de contato

Bimatoprosta não deve ser aplicado durante o uso de lentes de contato gelatinosas ou hidrofílicas, pois o

cloreto de benzalcônio presente na fórmula pode ser absorvido pelas lentes. Por este motivo, os pacientes

devem ser instruídos a retirar as lentes antes da aplicação do colírio e aguardar pelo menos 15 minutos

para recolocá-las após a administração de Bimatoprosta.

Pacientes que fazem uso de mais de um medicamento oftálmico

Bimatoprosta pode ser utilizado concomitantemente com outros medicamentos tópicos oftálmicos para

reduzir a pressão intraocular. Se Bimatoprosta for utilizado concomitantemente com outros medicamentos

de aplicação tópica ocular, o produto deve ser administrado com intervalos de pelo menos 5 minutos

entre as aplicações.

Pacientes com insuficiência renal ou hepática

Bimatoprosta não foi estudado em pacientes com mau funcionamento dos rins ou do fígado e, portanto,

deve ser utilizado com cautela nesses pacientes.

Interferência na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

A aplicação do colírio, em geral, não causa alterações da visão. Caso ocorra leve borramento de visão

logo após a aplicação, recomenda-se aguardar até que a visão retorne ao normal antes de dirigir veículos

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Considerando que as concentrações circulantes sistêmicas da bimatoprosta são extremamente baixas após

múltiplas instilações oculares (menos de 0,2 ng/mL), e, que há várias vias enzimáticas envolvidas na

biotransformação da bimatoprosta 0.03%, não são previstas interações medicamentosas em humanos. Não

são conhecidas incompatibilidades.

Não são previstas interações entre bimatoprosta e outros medicamentos. A bimatoprosta pode ser

administrado concomitantemente com outros agentes betaboqueadores sem evidências de interação.

O uso concomitante do bimatoprosta e outros agentes antiglaucomatosos que não sejam betabloqueadores

tópicos não foram avaliados durante a terapia.

Estudos em pacientes com glaucoma ou hipertensão ocular, existe um potencial de redução do efeito da

diminuição da pressão intraocular quando bimatoprosta é utilizado com outros análogos da

prostaglandina.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

A bimatoprosta deve ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), não necessitando

refrigeração, e protegido da luz e umidade.

O prazo de validade é de 24 meses.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após aberto, válido por 85 dias.

A bimatoprosta é uma solução estéril límpida, transparente, isenta de grumos e impurezas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

A dose usual é de 1 gota aplicada no(s) olho(s) afetado(s), uma vez ao dia (de preferência à noite). A dose

não deve exceder a uma dose única diária, pois foi demonstrado que a administração mais frequente pode

diminuir o efeito do medicamento sobre a pressão intraocular elevada. Para evitar contaminação, não

encostar a ponta do frasco nos olhos, nos dedos e nem em outra superfície qualquer.

9. REAÇÕES ADVERSAS

Reação muito comum (> 1/10): hiperemia conjuntival, hiperemia dos olhos, crescimento dos cílios e

prurido nos olhos.

Reação comum (> 1/100 e < 1/10): secura ocular, ardor ocular, sensação de corpo estranho nos olhos, dor

ocular, distúrbios visuais, visão borrada, escurecimento da pálpebra, alteração da cor dos cílios, irritação

ocular, secreção ocular, eritema palpebral, ceratite puntacta, blefarite, fotofobia, conjuntivite alérgica,

aumento do lacrimejamento, aumento da pigmentação da íris, astenopia, prurido palpebral,

hiperpigmentação da pele e edema conjuntival.

Reação incomum (> 1/1000 e 1/100): irite e hirsutismo.

Outras reações adversas relatadas após a comercialização de bimatoprosta foram: aprofudamento do sulco

palpebral (enoftamilte), eritema (periorbital), edema palpebral, edema macular, crescimento anormal de

pelos, náusea, tontura, dor de cabeça, hipertensão, asma, exacerbação da asma e dispnéia.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária -

NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância

Sanitária Estadual ou Municipal.

Cuidado! Todas as informações contidas neste site têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.