Bula do Cloridrato de Dobutamina para o Profissional

Bula do Cloridrato de Dobutamina produzido pelo laboratorio Novafarma Indústria Farmacêutica Ltda
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Bula do Cloridrato de Dobutamina
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BULA COMPLETA DO CLORIDRATO DE DOBUTAMINA PARA O PROFISSIONAL

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cloridrato de dobutamina

Novafarma Indústria Farmacêutica Ltda.

Solução injetável

250mg/20mL

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Medicamento Genérico, Lei nº 9.787, de 1999.

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Nome genérico: cloridrato de dobutamina

APRESENTAÇÃO

cloridrato de dobutamina 250mg/20mL

Caixa com 50 ampolas de vidro transparente com 20mL.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO: EXCLUSIVAMENTE PARA USO INTRAVENOSO

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

COMPOSIÇÃO

Cada ampola com 20mL de solução contém 280,23mg de cloridrato de dobutamina equivalente a 250mg de dobutamina

base.

Cada mL da solução injetável contém 12,5mg de dobutamina base.

Excipientes: bissulfito de sódio e água para injetáveis.

Obs: Pode ser utilizado ácido clorídrico e/ou hidróxido de sódio durante a fabricação para ajustar o pH. Contém 5,84mg de

bissulfito de sódio por ampola (conservante).

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

1. INDICAÇÕES

Cloridrato de dobutamina é indicado quando é necessário o suporte inotrópico para o tratamento de pacientes com estados

de hipoperfusão nos quais o débito cardíaco é insuficiente para suportar as demandas circulatórias. É indicado também

quando é necessário o suporte inotrópico para o tratamento de pacientes nos quais a pressão de enchimento ventricular

anormalmente aumentada pode levar a um risco de congestão pulmonar e edema.

Cloridrato de dobutamina é usado para aumentar a contratilidade cardíaca no tratamento de insuficiência cardíaca aguda

resultante tanto de doença cardíaca orgânica como de procedimentos cirúrgicos cardíacos.

É utilizado também no tratamento a curto prazo para aumentar a contratilidade cardíaca na descompensação cardíaca da

insuficiência cardíaca congestiva ou na contratilidade deprimida devido a uma cirurgia cardíaca ou a uma cirurgia vascular

de grande porte. A experiência com dobutamina intravenosa em ensaios controlados não se estende além de 48 horas de

administração.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA

A dobutamina é um derivado de dopamina com propriedades inotrópicas pronunciadas e efeitos cronotrópicos e

arritmogênicos menos pronunciados que o isoproterenol. A dobutamina foi avaliada em duas doses, 5mcg/kg/min e

10mcg/kg/min, em dois grupos de 10 pacientes cada, durante emergência de bypass cardiopulmonar. Um terceiro grupo

com 5 pacientes foi estudado com isoproterenol na dose de 0,02mcg/kg/min. A dobutamina aumentou o índice cardíaco em

16% com dose de 5mcg/kg/min e em 28% com dose de 10mcg/kg/min e o isoproterenol aumentou o índice cardíaco em

9%.

Em contraste, a dobutamina aumentou a frequência cardíaca em 6 % e 15% com as doses 5mcg/kg/min e 10mcg/kg/min,

respectivamente (não significante) e o isoproterenol aumentou a frequência em 44% (significante)(5)

.

Baixas doses de dobutamina melhoram a função sistólica e o relaxamento ventricular esquerdo em pacientes com

movimentação normal da parede até mesmo em dosagens em que a frequência cardíaca geralmente não aumenta, enquanto

não há efeito no índice de pressão de enchimento ventricular esquerdo(6)

Em um estudo em que a dobutamina foi administrada por infusão intravenosa em 22 pacientes após cirurgia cardíaca

aberta, pode-se concluir que a dobutamina é um potente agente inotrópico que aumenta o débito cardíaco sem causar

taquicardia ou arritmia significante, podendo ser utilizada no tratamento de pacientes após cirurgia cardíaca aberta. Com a

dobutamina foi possível obter um efeito no índice cardíaco comparável ao do isoproterenol, com menor alteração na

frequência cardíaca(7)

Os efeitos hemodinâmicos da infusão de dobutamina foram estudados nas dosagens de 2,5; 5 e 10mcg/kg/min em 12

pacientes com doença arterial coronariana. A dobutamina possui um potente efeito inotrópico positivo que não é

acompanhado de aumento da frequência cardíaca, exceto em altas doses. Na menor dose, 2,5mcg/kg/min, a infusão de

dobutamina aumentou significativamente o débito cardíaco; aumentos maiores ocorreram com as doses de 5 e

10mcg/kg/min(8)

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Um estudo com 18 pacientes com doença arterial coronariana e 7 pacientes com cardiomiopatia avaliou a infusão de

dobutamina em doses de 2,5 a 15mcg/kg/min. A dobutamina produziu efeitos favoráveis na hemodinâmica, no volume

sistólico e nas anormalidades de motilidade segmentar na maioria dos pacientes com insuficiência cardíaca congestiva sem

efeito deletério no metabolismo do miocárdio(9)

Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, a administração a curto prazo de dobutamina por 72 horas melhora a

função endotelial vascular por pelo menos duas semanas(10)

A dobutamina é um agente inotrópico positivo efetivo em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva grave. Devido

ao pequeno efeito na frequência cardíaca e na pressão aórtica (principais determinantes do consumo de oxigênio pelo

miocárdio) pode ser utilizada na síndrome do débito cardíaco diminuído associada à doença cardíaca coronariana. Em um

estudo com 12 pacientes recebendo dobutamina e 10 pacientes recebendo dopamina, a dobutamina apresentou aumento no

índice cardíaco maior que a dopamina(11)

Um estudo com 13 pacientes com insuficiência cardíaca congestiva grave comparou os efeitos hemodinâmicos sistêmicos

e regionais da dobutamina e da dopamina. Os resultados demonstraram que a dobutamina (2,5 – 10mcg/kg/min) aumenta

progressivamente e previsivelmente o débito cardíaco através do aumento do volume sistólico, enquanto diminui

simultaneamente a resistência vascular sistêmica e pulmonar e a pressão propulsora pulmonar. Não houve alteração na

frequência cardíaca ou contrações ventriculares prematuras por minuto (PVCs/min) com estas doses. A dopamina (2 –

8mcg/kg/min) aumentou o volume sistólico e o débito cardíaco com doses de 4mcg/kg/min. A dopamina em dose maior

que 4mcg/kg/min promoveu pequeno aumento adicional no débito cardíaco e na pressão propulsora pulmonar e no número

de PVCs/min. Doses de dopamina maiores que 6mcg/kg/min aumentaram a frequência cardíaca. Durante a infusão da dose

de manutenção por 24 horas, apenas a dobutamina manteve um aumento significativo no volume sistólico, no débito

cardíaco, no fluxo urinário, na concentração de sódio urinário, no clearance de creatinina e no fluxo sanguíneo

periférico(12)

No período pós-operatório recente, pacientes com doença cardíaca isquêmica apresentam distúrbios na performance do

ventrículo esquerdo. A dobutamina melhora estes distúrbios sem provocar efeitos deletérios na excitabilidade. Os efeitos

hemodinâmicos estão relacionados à dose. Com baixas doses, de 2,5mcg/kg por minuto, a dobutamina reduz a resistência

vascular sistêmica e a pressão de enchimento. Com doses entre 5 e 7,5mcg/kg por minuto a redução da resistência vascular

sistêmica é mantida e aumenta, enquanto as pressões de enchimento retornam a níveis normais. Adicionalmente, o índice

sistólico aumenta. Nas dosagens mais altas, de 10 a 15mcg/kg por minuto a dobutamina produz um aumento significativo

na frequência cardíaca podendo contribuir para o aumento do índice cardíaco(13)

Em um estudo comparativo de dobutamina com dopamina, ambas melhoraram o débito cardíaco em pacientes com

insuficiência cardíaca crônica por baixo débito. Entretanto, a dopamina tem maior probabilidade de causar elevação

persistente da resistência vascular, de aumentar a pressão de enchimento do ventrículo esquerdo e de causar congestão

pulmonar e edema. Por isso, deve-se ter preferência pela dobutamina para aumentar o débito cardíaco nestes pacientes(14)

Referências bibliográficas

1. Drug Information for the Health Care Professional - USP DI, 27th

Edition, 2007, Thomson - Micromedex.

2. Handbook on Injectable Drugs - Lawrence A. Trissel, 15th

edition, 2009, American Society of Health-System

Pharmacists.

3. Drug Information, American Society of Health-System Pharmacists, 2010.

4. Martindale – The Complete Drug Reference, 36th

Edition, 2009.

5. Tinker JH, Tarhan S, White R, Pluth J, Barnhorst DA. Dobutamine for inotropic during emergence from

cardiopulmonary bypass. Anesthesiology.1976 Apr; 44(4): 281-286.

6. Görgülü S, Eren M, Uzunlar B, Uyarel H, Tezel T. Assessing the effect of low dose dobutamine on various diastolic

function indexes. Anadolu Kardiyol Derg.2004 Sep; 4(3): 227-30.

7. Sakamoto T, Yamada T. Hemodynamic effects of dobutamine in patients following open heart surgery. Circulation.

1977 Mar; 55(3): 525-533.

8. Magnani B, Ambrosioni E, Branzi A, Picchio F, Capitanucci P. Hemodynamic effects of dobutamine in patients with

coronary artery disease. J Int Med Res. 1977; 5: 10-17.

9. Pozen RG, DiBianco R, Katz RJ, Bortz R, Myerburg RJ, Fletcher RD. Myocardial metabolic and hemodynamic effects

of dobutamine in heart failure complicating coronary artery disease. Circulation. 1981 Jun; 63(6): 1279-1285.

10. Patel MB, Kaplan IV, Patni RN, Levy D, Strom JÁ, Shirani J, LeJemtel TH. Sustained improvement in flow-mediated

vasodilation after short-term administration of dobutamine in patients with severe congestive heart failure.

Circulation.1999 Jan; 99(1): 60-64.

11. Stoner III JD, Bolen JL, Harrison DC. Comparison of dobutamine and dopamine in treatment of severe heart failure.

British Heart Journal. 1977; 39: 536-539.

12. Leier CV, Heban PT, Huss P, Bush CA, Lewis RP. Comparative systemic and regional hemodynamic effects of

dopamine and dobutamine in patients with cardiomiopathic heart failure. Circulation. 1978 Sep; 58(3): 466-475.

13. Pinaud M, Desjars P, Nicolas F. dobutamine in the treatment of depressed cardiac function. Intens. Care Med. 1978; 4:

105-110.

14. Loeb HS, Bredakis J, Gunnar RM. Superiority of dobutamine over dopamine for augmentation of cardiac output in

patients with chronic low output cardiac failure. Circulation.1977 Feb; 55(2): 375-381.

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3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Descrição: A dobutamina é uma catecolamina sintética, de nome químico cloridrato de 1,2-benzenodiol, 4-[2-[[3-(4-

hidroxifenil)-1-metilpropil]amino]etil]-, (±). Possui fórmula molecular C18H23NO3 e peso molecular 301,39.

Farmacologia clínica

A dobutamina é um agente inotrópico de ação direta. Sua atividade primária resulta da estimulação dos receptores beta 1

do coração; tem poucos efeitos em receptores alfa 1 (vasoconstritor) e beta 2 (vasodilatador). A ação da dobutamina, ao

contrário da dopamina, não depende da liberação de norepinefrina endógena e, portanto não depende das reservas

cardíacas desse mediador.

A dobutamina produz um menor aumento da frequência cardíaca e uma menor diminuição da resistência vascular

periférica do que o isoproterenol. Em pacientes com depressão da função cardíaca, a dobutamina e o isoproterenol

aumentam o débito cardíaco até níveis semelhantes.

A fraca elevação da pressão arterial se explica pela compensação do aumento do débito cardíaco concomitante com a

diminuição da resistência vascular periférica. A dobutamina aumenta o volume sistólico e o débito cardíaco. Diminui a

pressão ventricular de enchimento (reduz a pré-carga) e as resistências vascular pulmonar e sistêmica total.

Como a dobutamina não age sobre receptores dopaminérgicos, não dilata seletivamente os vasos renais ou esplâncnicos;

assim, a dobutamina pode melhorar o débito sanguíneo renal, a taxa de filtração glomerular, o débito urinário e a excreção

de sódio.

Experimentos clínicos mostraram que a dobutamina não aumenta ou aumenta pouco o consumo de oxigênio pelo

miocárdio, salvo nos casos onde a frequência cardíaca ou a pressão arterial, ou ambos, aumentou.

A dobutamina demonstrou facilitar a condução átrio-ventricular em estudos eletrofisiológicos no homem e em casos de

pacientes com fibrilação ou flutter atrial. A alteração da concentração sináptica de catecolaminas, tanto com a reserpina

quanto com antidepressivos tricíclicos, não altera as ações da dobutamina em animais, indicando que as ações da

dobutamina não dependem de mecanismos pré-sinápticos.

A velocidade de infusão efetiva de dobutamina varia amplamente de paciente para paciente, e a titulação é sempre

necessária.

Farmacocinética

O início da ação da dobutamina ocorre 1 a 2 minutos após o início da infusão, entretanto, podem ser necessários até 10

minutos quando a velocidade de infusão é baixa. As concentrações plasmáticas de dobutamina atingem o estado de

equilíbrio aproximadamente 10 minutos após o início da infusão.

A meia-vida plasmática da dobutamina em humanos é de 2 minutos. A meia-vida de eliminação é de cerca de 9 minutos. A

duração da ação é de menos de 5 minutos. A metabolização ocorre no fígado, gerando produtos inativos. As principais

rotas de metabolismo da dobutamina são a metilação do grupo catecol e conjugação. Conjugados de dobutamina e o seu

principal metabólito, o 3-O-metildobutamina, são eliminados principalmente na urina e uma pequena parte nas fezes.

4. CONTRAINDICAÇÕES

Cloridrato de dobutamina é contraindicado nos seguintes casos:

- Estenose subaórtica hipertrófica idiopática (cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva), pois a obstrução pode aumentar;

- Feocromocitoma, pois pode ocorrer hipertensão grave;

- Taquiarritmias ou fibrilação ventricular, pois pode ocorrer exacerbação da arritmia;

- Pacientes com hipersensibilidade à dobutamina.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Gerais: Durante a administração de dobutamina, como qualquer catecolamina parenteral, a pressão arterial, a frequência

cardíaca e a taxa de infusão devem ser monitoradas. Quando a terapia é iniciada, é aconselhável a monitoração

eletrocardiográfica antes que uma resposta estável seja alcançada (ver item “POSOLOGIA E MODO DE USAR –

Cuidados de monitoração”).

Hipotensão: Quedas repentinas na pressão arterial são descritas em associação com uma terapia de dobutamina. A

diminuição da dose ou a interrupção da infusão geralmente resulta num rápido retorno da pressão arterial a níveis basais,

entretanto raramente a intervenção é necessária e a reversibilidade pode não ser imediata. Em geral, quando a pressão

arterial é menor que 70mmHg, na ausência de um aumento da pressão de enchimento ventricular, a hipovolemia pode estar

presente e pode ser necessário tratamento com soluções repositoras de volume antes de a dobutamina ser administrada.

Aumento na frequência cardíaca ou na pressão arterial: A dobutamina pode causar um aumento pronunciado na

frequência cardíaca ou na pressão arterial, especialmente na pressão sistólica. Aproximadamente 10% dos pacientes, em

estudos clínicos, tiveram aumento da frequência cardíaca de 30 batimentos por minuto, ou mais, e cerca de 7,5% tiveram

aumento igual ou maior que 50mmHg na pressão sistólica. Geralmente a redução da dose reverte prontamente esses

efeitos.

Como a dobutamina facilita a condução átrio-ventricular, pacientes com fibrilação atrial têm risco de desenvolver resposta

ventricular rápida. Pacientes com hipertensão pré-existente parecem ter um risco aumentado de desenvolver uma resposta

pressora exagerada.

Atividade ectópica: A dobutamina pode precipitar ou exacerbar atividade ectópica ventricular, mas isso raramente tem

causado taquicardia ventricular.

Enchimento ventricular prejudicado e obstrução do esvaziamento ventricular: Nenhuma melhora pode ser obtida na

presença de obstrução mecânica importante. Os agentes inotrópicos, incluindo a dobutamina, não melhoram a

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hemodinâmica na maioria dos pacientes com obstrução mecânica importante que prejudica o enchimento ventricular ou o

esvaziamento ventricular, ou ambos. A resposta inotrópica pode ser inadequada em pacientes com distensibilidade

ventricular reduzida.

Estas condições estão presentes no tamponamento cardíaco, estenose da válvula aórtica e cardiomiopatia hipertrófica

obstrutiva. Efeitos inotrópicos benéficos podem ser vistos em alguns pacientes se o coração é dilatado ou sob efeitos

excessivos de antagonistas de receptores beta-adrenérgicos.

Uso após infarto agudo do miocárdio: A experiência clínica com a dobutamina após infarto do miocárdio é insuficiente

para estabelecer a segurança do medicamento para este uso. Há consenso que qualquer agente que aumente a força

contrátil e a frequência cardíaca pode aumentar a área de infarto por intensificação da isquemia, mas não é conhecido se a

dobutamina exerce tal efeito.

Ruptura cardíaca como complicação do infarto do miocárdio: A ruptura cardíaca é uma complicação potencial do

infarto do miocárdio. O risco da ruptura cardíaca pode ser influenciado por diversos fatores, incluindo localização,

momento e duração do infarto. Foram raramente reportados casos de ruptura cardíaca durante o teste de estresse com

dobutamina.

Estes eventos ocorreram durante a examinação de pré-descarga em pacientes hospitalizados com infarto do miocárdio

recente (entre 4 e 12 dias). Pacientes que possuem risco de apresentar uma ruptura cardíaca durante o teste com

dobutamina devem ser cuidadosamente avaliados.

Reações de hipersensibilidade: Podem ocasionalmente incluir erupção cutânea, coceira no couro cabeludo, eosinofilia,

febre e broncoespasmo.

Sensibilidade ao sulfito: Cloridrato de dobutamina contém bissulfito de sódio, um sulfito que pode causar reações do tipo

alérgicas, incluindo sintomas anafiláticos e episódios asmáticos menos graves ou com risco de morte em indivíduos

sensíveis. A prevalência total de hipersensibilidade ao sulfito na população geral é desconhecida e é provavelmente baixa.

A sensibilidade ao sulfito tem sido observada mais frequentemente em pessoas asmáticas do que em não asmáticas.

Redução nas concentrações de potássio: a dobutamina, assim como outros fármacos beta-agonistas, pode produzir leve

redução nas concentrações séricas de potássio, raramente atingindo níveis de hipocalemia. Deve-se considerar a

monitoração do potássio sérico durante o tratamento com dobutamina.

Carcinogênese, mutagênese, diminuição da fertilidade: Não foram realizados estudos com dobutamina para avaliar o

potencial carcinogênico, mutagênico ou de afetar a fertilidade.

Uso durante o trabalho de parto: O efeito da dobutamina no trabalho de parto é desconhecido.

Uso durante a gravidez

Estudos de reprodução realizados em ratos com dose até a dose normal em humanos (10 mcg/kg/min em 24 horas, dose

total de 14,4mg/kg), e em coelhos com doses até o dobro da dose normal em humanos, não revelaram qualquer evidência

de dano fetal provocado pela dobutamina. Não há, entretanto, qualquer estudo adequado e bem controlado em mulheres

grávidas.

Uma vez que estudos de reprodução em animais nem sempre são preditivos da resposta em humanos, este medicamento

não deve ser usado durante a gravidez, a não ser que seja evidentemente necessário.

Categoria de risco durante a gravidez: B.

“Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.”

Uso durante a lactação: Não se sabe se este medicamento é excretado no leite materno humano. Por precaução

recomenda-se que o aleitamento seja interrompido enquanto durar o tratamento.

Uso em crianças: A dobutamina aumenta o débito cardíaco e a pressão sistêmica em pacientes pediátricos de todas as

idades.

Em neonatos prematuros, a dobutamina é menos efetiva que a dopamina em aumentar a pressão arterial sistêmica sem

causar taquicardia, e não oferece nenhum benefício adicional quando administrada a estes pacientes que já estão recebendo

infusões de dopamina.

Uso em idosos: Dos 1893 pacientes em estudos clínicos que foram tratados com cloridrato de dobutamina, 930 (49,1%)

tinham 65 anos ou mais. No geral, não houve diferenças na segurança e na eficácia entre indivíduos idosos e indivíduos

mais jovens. Em outra experiência clínica relatada, não foram identificadas diferenças nas respostas entre pacientes idosos

e mais jovens, mas uma maior sensibilidade entre os indivíduos idosos não pode ser descartada.

Em geral, a escolha da dose nos pacientes idosos deve ser cautelosa, geralmente começando com a dose mais baixa da

faixa terapêutica, devido a maior frequência de diminuição da função hepática, renal ou cardíaca e pelas terapias e doenças

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

A dobutamina pode:

- Aumentar os efeitos pressores dos vasoconstritores (ex.: epinefrina, norepinefrina, levonordefrina). Pode também

aumentar a vasoconstrição com: ergotamina; ergonovina; metilergonovina; metisergida; oxitocina.

- Aumentar os riscos de arritmias cardíacas e de hipertensão arterial grave com: antidepressivos tricíclicos (ex.:

amitriptilina, nortriptilina); maprotilina.

- Ter sua ação inibida ou inibir a ação de betabloqueadores (ex.: propranolol, metoprolol). Durante o tratamento com

betabloqueadores, baixas doses de dobutamina poderão manifestar graus variados de atividade alfa adrenérgica, como

vasoconstrição.

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- Sofrer ou provocar aumento de reações adversas graves com: cocaína; IMAO* (inibidores da monoamina-oxidase),

incluindo furazolidona, procarbazina e selegilina.

*Pacientes que receberam IMAO até 3 semanas antes podem exigir doses de simpatomiméticos muito menores que as

habituais (chegando mesmo a um décimo da dose usual), para tentar evitar reações adversas graves.

- Aumentar os riscos de arritmias cardíacas com digitálicos (ex.: digoxina).

- Aumentar a ação ou ter sua ação aumentada por doxapram.

O uso concomitante de dobutamina e nitroprussiato resulta no aumento do débito cardíaco e, geralmente em uma menor

pressão pulmonar de oclusão do que quando estes medicamentos são utilizados sozinhos.

Anestésicos hidrocarbonetos halogenados (ex.: halotano, isoflurano) podem sensibilizar o miocárdio aos efeitos da

dobutamina; há risco de ocorrer arritmia grave.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Cloridrato de dobutamina deve ser armazenado na sua embalagem original, protegido da luz e umidade, devendo ser

conservado em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30°C). O prazo de validade do medicamento é de 18 meses a partir da

data de fabricação.

“Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.”

“Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.”

“Após preparo, a solução permanece estável em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) por até 24 horas.”

Cloridrato de dobutamina, sob a forma de solução injetável, destina-se a administração em dose única. Se a solução não for

usada imediatamente após a abertura da ampola, o tempo e as condições de armazenagem antes da administração serão de

responsabilidade do usuário. As soluções não utilizadas deverão ser descartadas.

Atenção: Medicamentos parenterais devem ser bem inspecionados visualmente antes da administração, para se detectar

alterações de coloração ou presença de partículas sempre que o recipiente e a solução assim o permitirem.

Cloridrato de dobutamina apresenta-se na forma de solução límpida, incolor ou quase incolor (levemente amarelada).

Soluções contendo dobutamina podem exibir uma cor rósea que, se presente, pode aumentar com o tempo. Essa mudança

de cor indica leve oxidação da formulação, mas sem perda da potência desde que os parâmetros de estabilidade sejam

respeitados.

No preparo e administração das soluções parenterais, devem ser seguidas as recomendações da Comissão de Controle de

Infecção em Serviços de Saúde quanto a: desinfecção do ambiente e de superfícies, higienização das mãos, uso de EPIs

(Equipamentos de Proteção Individual) e desinfecção de ampolas, frascos, pontos de adição dos medicamentos e conexões

das linhas de infusão.

“Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.”

“Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.”

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

POSOLOGIA

ATENÇÃO: as doses são dadas em termos de dobutamina.

Doses e velocidades de infusão

Para aumentar o débito cardíaco geralmente se emprega uma dose de 2,5 a 10mcg/kg/min. Recomenda-se iniciar com a

dose menor (2,5mcg/kg/min). As doses devem ser ajustadas de acordo com a resposta clínica individual. Alguns pacientes

podem necessitar de doses mais elevadas que as usuais.

A experiência com dobutamina intravenosa em ensaios controlados não se estende além de 48 horas de administração.

- Uso em adultos

A infusão de dobutamina deve ser iniciada com a dose mais baixa (2,5mcg/kg/min) e titulada a intervalos de alguns

minutos, guiada pela resposta do paciente. As doses geralmente se situam entre 2,5 a 10mcg/kg/min na maioria dos

pacientes.

Frequentemente doses até 20mcg/kg/min são necessárias para melhora adequada da hemodinâmica. Em raras ocasiões

doses de até 40mcg/kg/min foram reportadas.

Na Tabela 1 são fornecidas as velocidades de infusão, em função das concentrações e das doses desejadas de dobutamina.

- Uso em crianças

Doses geralmente de 5 a 20mcg/kg/min, mas considerando as particularidades da resposta clínica.

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TABELA 1 - Velocidade de infusão em função da concentração e da dose desejada de dobutamina

cloridrato de dobutamina Concentração da solução

Dose desejada (dobutamina)

mcg/kg/min

250mcg/mL 500mcg/mL 1.000mcg/mL

Velocidade de infusão (mL/kg/min)**

2,5 0,01 0,005 0,0025

5 0,02 0,01 0,005

7,5 0,03 0,015 0,0075

10 0,04 0,02 0,01

12,5 0,05 0,025 0,0125

15 0,06 0,03 0,015

(**) É a velocidade (em mL/kg/min) necessária para proporcionar a dose desejada de dobutamina referida na coluna da

esquerda. Observar que são fornecidos números (mL/kg/min) para cálculo das velocidades para as três principais diluições

utilizadas de dobutamina (250 mcg/mL; 500 mcg/mL e 1000 mcg/mL).

MODO DE USAR

A solução deve ser diluída antes da administração.

Deve ser administrada por via intravenosa, exclusivamente por infusão intravenosa

Diluição

Diluente: Solução de glicose 5%; solução de cloreto de sódio 0,9%; solução de glicose 5% em cloreto de sódio 0,45%;

solução de glicose 5% em cloreto de sódio 0,9%; solução de glicose 10%; solução de ringer lactato; solução de glicose 5%

em ringer lactato ou solução de lactato de sódio.

As diluições devem ser feitas considerando as necessidades de fluidos do paciente.

- Concentrações das soluções

A ampola de cloridrato de dobutamina contém uma solução com 250mg de dobutamina em 20mL.

Diluído para 1.000mL obtém-se a concentração 250mcg/mL.

Diluído para 500mL obtém-se a concentração 500mcg/mL.

Diluído para 250mL obtém-se a concentração 1.000mcg/mL.

ATENÇÃO: a concentração de dobutamina não deve ultrapassar 5.000mcg/mL (250mg de dobutamina diluídos para

50mL).

- Incompatibilidades: A dobutamina é incompatível com soluções alcalinas, portanto, não misturar com bicarbonato de

sódio a 5% ou outras soluções alcalinas. Não usar a dobutamina em conjunto com outros medicamentos ou diluentes

contendo bissulfito de sódio e etanol.

A dobutamina é também incompatível com: succinato sódico de hidrocortisona; cefazolina; cefamandol; cefalotina neutra;

penicilina; ácido etacrínico e heparina sódica.

- Compatibilidades: Quando administrada por tubos tipo Y, a dobutamina é compatível com dopamina, lidocaína,

verapamil, cloreto de potássio.

ATENÇÃO: antes de instituir a medicação, observe os Cuidados de Administração e Cuidados de Monitoração do

paciente.

Cuidados de administração

A dobutamina não é substituta da reposição de sangue, plasma, fluidos ou eletrólitos.

Antes da administração da dobutamina, a hipovolemia deve ser corrigida, se possível com sangue total ou com um

expansor do volume plasmático.

A dobutamina deve ser administrada por infusão intravenosa através de bomba de infusão ou outro aparelho capaz de

controlar a velocidade de infusão, para evitar a administração de doses maciças.

As doses devem ser ajustadas de acordo com a resposta clínica individual. Alguns pacientes podem necessitar de doses

mais elevadas que as usuais.

Administrar a dobutamina em veia de grosso calibre ou diretamente na circulação central.

Ao interromper a medicação, as doses devem ser reduzidas gradualmente (a interrupção rápida pode causar hipotensão). Se

necessário, para evitar hipotensão, deve-se repor fluido intravascular.

Cuidado para evitar extravasamento, que pode danificar os tecidos atingidos.

Conduta em casos de extravasamento (isquemia por extravasamento): Para prevenir a necrose em áreas onde o

extravasamento ocorreu, o local deve ser infiltrado prontamente com 10 a 15mL de solução de cloreto de sódio 0,9% com

5 a 10mg de fentolamina. Deve ser utilizada uma seringa com agulha hipodérmica fina e a solução deve ser infiltrada por

toda a área afetada. Se a área é infiltrada dentro de 12 horas, o bloqueio simpático com fentolamina produz imediatas e

visíveis mudanças locais hiperêmicas. Este tratamento deve ser proporcionalmente reduzido para pacientes pediátricos.

Cuidados de monitoração

Pacientes recebendo simpatomiméticos necessitam ser monitorados cuidadosamente. Recomendam-se as seguintes

medidas:

- Monitorar continuamente a pressão arterial, o eletrocardiograma (ECG) e o fluxo urinário do paciente.

Adicionalmente, monitorar também:

- Débito cardíaco

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- Pressão venosa central

- Pressão capilar pulmonar de oclusão

- Potássio sérico

9. REAÇÕES ADVERSAS

CARDIOVASCULARES

Reações comuns (> 1% e < 10%): Aumento da frequência cardíaca, pressão arterial e atividade ectópica ventricular - um

aumento da pressão sistólica de 10 a 20mmHg e um aumento da frequência cardíaca de 5 a 15 batimentos/minuto foram

observados na maioria dos pacientes. Aproximadamente 5% dos pacientes adultos tiveram aumento de batimentos

ventriculares prematuros durante as infusões. Estes efeitos são relacionados às doses.

Outras reações adversas cardiovasculares incluem: hipertensão, hipotensão (ver item “ADVERTÊNCIAS E

PRECAUÇÕES”), intensificação da isquemia, taquicardia, palpitações, extra sístole ventricular, taquicardia ventricular.

Foram relatados raros casos de ruptura cardíaca fatal durante o teste de estresse com dobutamina.

REAÇÕES NO LOCAL DA INFUSÃO INTRAVENOSA

Ocasionalmente pode ocorrer flebite. Alterações inflamatórias locais foram descritas após infiltração inadvertida. Casos

isolados de necrose cutânea foram relatados.

Obs.: se ocorrer extravasamento, ver item “POSOLOGIA E MODO DE USAR – Cuidados de Administração”.

OUTROS EFEITOS

Reações comuns (> 1% e < 10%): As seguintes reações adversas foram relatadas em 1% a 3% dos pacientes adultos:

náusea, cefaleia, dor anginosa, dor torácica inespecífica, palpitações e respiração curta.

Pode ocorrer também erupção cutânea. Casos isolados de trombocitopenia foram relatados. A administração de

dobutamina, como a de qualquer outra catecolamina, pode produzir leve redução das concentrações séricas de potássio,

raramente a nível hipocalêmico.

Segurança da administração a longo prazo – infusões de até 72 horas não levaram a efeitos adversos diferentes dos

observados com infusões a curto prazo.

“Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA,

disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou

Municipal.”

Cuidado! Todas as informações contidas neste site têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.