Bula do Cloridrato de Verapamil para o Profissional

Bula do Cloridrato de Verapamil produzido pelo laboratorio Biosintética Farmacêutica Ltda
para o Profissional com todas as informações sobre este medicamento

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Bula do Cloridrato de Verapamil
Biosintética Farmacêutica Ltda - Profissional

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BULA COMPLETA DO CLORIDRATO DE VERAPAMIL PARA O PROFISSIONAL

cloridrato de verapamil

Biosintética Farmacêutica Ltda

comprimidos revestidos

120 mg

Embalagens com 20, 30, 60 e 500 comprimidos revestidos

Cloridrato de verapamil 120mg_BU 02_VPS 1

BULA PARA PROFISSIONAL DE SAÚDE

Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009

I- IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999

APRESENTAÇÕES

Comprimidos revestidos retard 120mg: Embalagens com 20 comprimidos.

USO ORAL

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Cada comprimido revestido retard 120 mg contém:

cloridrato de verapamil ................................................................................................120 mg

Excipientes: alginato de sódio, hipromelose, celulose microcristalina, povidona, dióxido de silício,

estearato de magnésio, álcool polivinílico, macrogol, talco e dióxido de titânio.

II- INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

1. INDICAÇÕES

O cloridrato de verapamil é destinado ao tratamento de:

1. Isquemia miocárdica:

a) isquemia silenciosa;

b) angina crônica estável (clássica angina de esforço);

c) angina de repouso: angina vasoespástica (variante de Prinzmetal) e angina instável.

2. Hipertensão arterial leve e moderada:

Para tratamento da hipertensão arterial leve e moderada, em monoterapia.

O cloridrato de verapamil tem a vantagem de poder ser usado em pacientes nos quais outros

medicamentos estão contraindicados ou não são bem tolerados, tais como nos portadores de

asma, diabetes mellitus, depressão, transtornos da função sexual, vasculopatia cerebral ou

periférica, doença coronariana, hiperlipidemias, hiperuricemia e senilidade. Atua na redução dos

níveis pressóricos na crise hipertensiva e na hipertensão refratária.

3. Profilaxia das taquicardias supraventriculares paroxísticas:

a) conversão rápida para o ritmo sinusal das taquicardias supraventriculares paroxísticas,

incluindo aquelas associadas a feixes de condução acessórios (Síndromes de Wolff-Parkinson-

White e Lown-Ganong-Levine). Quando possível, manobras vagais devem ser tentadas antes da

administração de medicações;

b) controle temporário da resposta ventricular rápida no "flutter" ou fibrilação atrial, exceto

quando associado com feixes de condução acessórios (Síndromes de Wolff-Parkinson-White ou

Lown-Ganong-Levine).

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA

Embalagens com 20, 30, 60 e 500 comprimidos revestidos

Cloridrato de verapamil 120mg_BU 02_VPS 2

Um estudo clínico fase IV que envolveu 4247 pacientes com hipertensão leve, moderada ou grave, teve

como objetivo estudar a eficácia anti-hipertensiva e a tolerabilidade do cloridrato de verapamil.

De acordo com o estudo, a monoterapia com cloridrato de verapamil normalizou a pressão arterial

diastólica (< 90 mm Hg) em 90% dos pacientes com hipertensão leve, 70% com hipertensão moderada e

61% com hipertensão grave. A tolerabilidade cardíaca e extracardíaca com o cloridrato de verapamil foi

boa e a média da frequência cardíaca foi levemente reduzida e nenhum dos pacientes desenvolveu

bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau.1 Estudo duplo-cego de 6 semanas,28 pacientes hipertensos

estágios I-II foram randomizados para verapamil 160 mg 3x/dia ou nifedipina 20 mg 2x/dia.

Verapamil reduziu PAD media significativamente mais que nifedipina, com efeitos colaterais mais

incidentes no grupo nifedipina que no grupo verapamil. Em conclusão, verapamil tem uma eficácia

antihipertensiva superior à nifedipina2

.

Evidências de vários estudos suportam que verapamil é um antihipertensivo eficaz e bem tolerado para o

tratamento de hipertensão leve a moderada e equivalente a outros agentes como betabloqueadores,

diuréticos e inibidores da enzima de conversão (iECA), sem apresentar os efeitos colaterais mais

incidentes destas medicações3

O efeito antianginoso de verapamil 120 mg 3x/dia ao longo de 1 ano de tratamento foi avaliado em 11

pacientes com angina de esforço induzida. A tolerância do teste de esforço em bicicleta foi de 531,8 +/-

123.0 kg/min no grupo placebo e 763,6 +/- 124,7 kg/min no grupo verapamil (p< 0,001), demonstrando a

eficácia antianginosa do medicamento. Os benefícios no tratamento a curto prazo são sustentados mesmo

após 1 ano de tratamento4

Outro estudo duplo-cego, randomizado, placebo controlado avaliou a redução da frequência de episódios

anginosos, o consumo de nitroglicerina e a tolerância ao esforço em 26 pacientes com angina estável em

uso de verapamil 480 mg/dia.

Houve redução de 5,6 +/- 7,3 para 2,2 +/- 3,9 episódios de angina por semana (p < 0,001) e redução no

consumo de nitroglicerina de 3,4 +/- 4,9 para 1,2 +/- 2,5 comprimidos por semana (p < 0,05) no grupo

verapamil comparado com placebo.

O tempo de esforço aumentou de 6,4 +/- 2,1 minutos e foram observados menos episódios de

infradesnivelamento de segmento ST no pico do esforço (p < 0,05), sugerindo uma favorável

redistribuição do fluxo sanguíneo coronário para zona

isquêmica5

Um estudo randomizado, duplo-cego, placebo controlado avaliou durante 4 meses a efetividade e

segurança de verapamil em 11 pacientes com episódios frequentes de taquicardia paroxística

supraventricular (TPSV). Os episódios de TPSV

diminuíram significativamente no grupo verapamil em relação ao placebo (p < 0,05), demonstrando que

verapamil oral é seguro e efetivo no tratamento à longo prazo de pacientes com taquicardia paroxística

supraventricular6

Referências Bibliográficas

1) Speders S, Sosna J, Schumacher A, et al. “Efficacy and safety of verapamil SR 240 mg in

essential hypertension: results of a multicentric phase IV study”: J. Cardiovasc. Pharmacol.

1989; 13 suppl 4: S47-9.

2) Midtbo K, Hals O, Van der Meer J; et al. “Verapamil compared with nifedipine in the treatment

of essential hypertension”: Journal of Cardiovascular Pharmacology. 1982, vol.4, suppl. 3,

p.S363-S368.

3) McTavish D, Sorkin E; et al. “Verapamil. An updated review of its pharmacodynamic and

pharmacokinetic properties,and therapeutic use in hypertension”: Drugs. 1989, vol.38, no.1, p.

19-76.

4) Zanolla L, Trevi GP, et al. “Long-term persistence of antianginal effect of oral verapamil in

chronic stable angina”. JCardiovasc Pharmacol. 1984, vol. 6(3): 423-8.

Cloridrato de verapamil 120mg_BU 02_VPS 3

5) Brodsky SJ, Cutler SS, et al. “Treatment of stable angina of effort with verapamil: a double-

blind, placebo-controlled randomized crossover study”. Circulation. 1982, vol. 66 (3): 569-74.

6) Mauritson DR, Winniford MD et al. “Oral verapamil for paroxysmal supraventricular

tachycardia: a long-term, doubleblind randomized trial”. Ann Intern Med. 1982; 96(4):409-12.

Estudos pré-clínicos

Estudos de reprodução foram conduzidos em coelhos e ratos através de administração oral de doses até

1,5 (15 mg/Kg/dia) e 6 (60 mg/Kg/dia) vezes a dose oral diária em humanos, respectivamente, e não foi

evidenciada teratogenicidade. Nos ratos, entretanto, o múltiplo da dose humana foi embriocida, e retardou

o desenvolvimento e crescimento fetal. Provavelmente por causa dos efeitos adversos maternos refletidos

em perda de ganho de peso pelas ratas prenhas. Entretanto, não foram realizados estudos em mulheres

grávidas.

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

O cloridrato de verapamil é um inibidor do influxo de íons cálcio (bloqueador de canais lentos ou

antagonista do íon cálcio).

Farmacodinâmica

O cloridrato de verapamil bloqueia o influxo transmembrana de cálcio (e possivelmente de sódio), para

células musculares cardíacas e vasculares. Reduz a exigência de oxigênio do miocárdio diretamente

através da intervenção em processos metabólicos consumidores de energia no músculo cardíaco, e

indiretamente por redução da pós-carga.

O bloqueio dos canais de cálcio do músculo liso das artérias coronarianas aumenta a perfusão miocárdica,

mesmo em tecidos pós-estenose, e relaxa espasmos coronarianos.

A ação anti-hipertensiva do cloridrato de verapamil está baseada na redução da resistência periférica, sem

efeito rebote na freqüência cardíaca. A pressão arterial normal não é afetada de modo considerável.

A atividade elétrica através dos nodos sinoatrial e atrioventricular depende em grande parte do influxo

dos íons cálcio.

Através da inibição deste influxo, o verapamil reduz a condução através do nó atrioventricular

prolongando assim o período refratário. Esse efeito resulta na redução da transmissão elétrica ventricular

nos pacientes com flutter atrial e/ou fibrilação atrial com rápida resposta ventricular. Interrompendo a

reentrada no nó atriventricular, verapamil pode reestabelecer o ritmo sinusal normal em pacientes com

taquicardia supraventricular paroxistica, incluindo síndrome de Wolf-Parkinson-White.

O verapamil não produz efeito na condução do estímulo elétrico através dos feixes de condução

acessórios.

O cloridrato de verapamil possui efeito antiarrítmico bem definido, particularmente na presença de

arritmias supraventriculares. O cloridrato de verapamil atrasa a condução no nó atrioventricular. O

resultado, dependendo do tipo de arritmia, é a restauração do ritmo sinusal e/ou normalização da

freqüência ventricular. Frequências cardíacas normais não são afetadas ou sofrem pequena redução.

Farmacocinética

O cloridrato de verapamil é extensivamente metabolizado. O norverapamil é um dos 12 metabólitos

identificados na urina que possui 10% a 20% da ação farmacológica e faz parte de 6% da droga excretada

na urina.

As concentrações de norverapamil e verapamil no estado estacionário após múltiplas doses diárias

alcançadas após 3 a 4 dias no plasma são similares.

Absorção: Mais de 90% da dose de cloridrato de verapamil é rapidamente absorvida pelo intestino

delgado. A disponibilidade sistêmica média do composto inalterado depois de uma única dose oral é de

aproximadamente 22%, devido a uma extensa metabolização hepática de primeira passagem. A

biodisponibilidade é aproximadamente duas vezes mais alta com administrações repetidas. Os níveis

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plasmáticos de pico do cloridrato do verapamil são alcançados uma a duas horas após a administração do

comprimido revestido. O pico plasmático de norverapamil é alcançado aproximadamente 1 hora após

administração da dose.

Distribuição: o verapamil é altamente distribuído através dos tecidos do corpo, o volume de distribuição

varia de 1,8 – 6,8 L/Kg em pacientes saudáveis. A ligação de verapamil com proteínas plasmáticas é de

aproximadamente 90 %.

Metabolização: verapamil é altamente metabolizado. Estudos in vitro indicaram que o fármaco é

metabolizado pelo citocromo P 450 CYP3A4, CYP1A2, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C18.

Em homens saudáveis, administrado por via oral, o verapamil sofre extenso metabolismo no fígado,

sendo identificados 12 metabolitos, a maior parte deles só vestígios. Os principais metabólitos foram

identificados como diferentes produtos N e O dealquilados do verapamil.

Desses metabólitos, apenas norverapamil possui algum efeito farmacológico, aproximadamente 20 % do

componente principal foi observado em estudos com cachorros.

Eliminação: a meia-vida de eliminação é de 3 a 7 horas. O cloridrato de verapamil e seus metabólitos são

eliminados principalmente por via renal. Somente 3 a 4% são eliminados sob a forma inalterada. Cerca de

50% da dose é eliminada via

renal em 24 horas e 70% em cinco dias. Até 16% da dose é eliminada nas fezes. O clearence total de

verapamil é tão alto

quanto o fluxo sanguíneo hepático, aproximadamente 1 L/h/Kg (variação: 0,7 – 1,3 L/h/Kg).

Populações Especiais

Pediátrico: informação limitada de pacientes pediátricos está disponível, a concentração estacionária

parece ser menor na população pediátrica após ingestão oral da dose, quando comparado com a população

adulta.

Idosos: a idade pode afetar a farmacocinética do verapamil dados a pacientes hipertensivos. O tempo de

meia-vida pode ser prolongado quando utilizado por pacientes idosos. O efeito antihipertensivo do

verapamil não tem relação com a idade.

Insuficiência Renal: a função renal não tem efeito sobre a farmacocinética de verapamil conforme

demonstrado em estudos comparativos em pacientes com insuficiência renal avançada e pacientes

saudáveis. Apesar disso, recomenda-se

administração cautelosa de verapamil em pacientes com insuficiência renal. O verapamil e norverapamil

não são significativamente removidos por hemodiálise.

Insuficiência hepática: a meia-vida de verapamil é prolongada em pacientes com alteração da função

hepatica com menor clearance e maior volume de distribuição. O uso de verapamil nessa população deve

ser usada com cuidado.

4. CONTRA-INDICAÇÕES

Este medicamento é contra-indicado para uso por pessoas com hipersensibilidade ao cloridrato de

verapamil ou a outros componentes da fórmula do medicamento.

O cloridrato de verapamil também é contraindicado em casos de:

• choque cardiogênico;

• bloqueio AV (atrioventricular) de segundo ou terceiro graus (exceto em pacientes com marca-

passo artificial em funcionamento);

• síndrome do nódulo sinusal (exceto em pacientes com marca-passo artificial em funcionamento);

• insuficiência cardíaca com redução da fração de ejeção menor que 35 % e/ ou pressão pulmonar

acima de 20 mm Hg (a não ser que secundário para taquicardia supraventricular sensível ao

tratamento com verapamil);

• flutter ou fibrilação atrial na presença de feixes de condução acessórios (ou seja; síndrome de

Wolff-Parkinson-White e Lown-Ganong-Levine). Estes pacientes correm risco de desenvolver

taquicardia, incluindo fibrilação ventricular se cloridrato de verapamil for administrado.

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5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Infarto Agudo do Miocárdio

Usar com cautela nos casos de infarto agudo do miocárdio complicados por bradicardia, hipotensão

acentuada ou disfunção ventricular esquerda.

Bloqueio AV/ Bloqueio AV de primeiro grau/ Bradicardia/ Assistolia

O cloridrato de verapamil age sobre os nódulos de AV e SA e prolonga o tempo de condução átrio

ventircular. Utilizar com cautela no desenvolvimento de bloqueio AV de segundo ou terceiro grau. Nos

casos de bloqueio do ramo unifascicular, bifascicular ou trifascicular há a necessidade de descontinuação

do tratamento com cloridrato de verapamil e, se necessário, implementar um tratamento adequado.

O cloridrato de verapamil age sobre os nódulos AV e SA e raramente permite a evolução de bloqueio AV

para segundo ou terceiro grau, bradicardia e em casos extremos, assistolia. Isso é mais provável de

ocorrer em pacientes com doença do nó sinusal, que é mais comum em pacientes idosos. Em pacientes

que não possuem essa doença, assistolia é geralmente de curta duração (alguns segundos ou menos) com

retorno expontâneo do ritmo normal. Se o retorno não ocorrer rapidamente, deve ser iniciado tratamento

adequado.

Insuficiência cardíaca

Pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção maior que 35 % devem ser compensados antes

do início do tratamento com cloridrato de verapamil.

Antiarrítmicos, betabloqueadores

Potencialização mútua de efeitos cardiovasculares (grau superior bloqueio AV, grau superior de

frequência cardíaca indução de insuficiência cardíaca e hipotensão potencializada).

Bradicardia assintomatica (36 batidas/minuto) com uso de marcapasso atrial (wandering atrial pacemaker)

foram observados em um paciente recebendo concomitantemente colírio de timolol (bloqueador beta

adrenergico) e cloridrato de verapamil oral.

Digoxina

Se verapamil for administrado concomitantemente com digoxina, reduzir a dose de digoxina. Ver item

Interações Medicamentosas.

Doença nas quais a transmissão neuromuscular é afetada

O cloridrato de verapamil deve ser utilizado com cautela em pacientes com doenças nas quais a

transmissão neuromuscular é afetada (miastenia grave, Síndrome de Eaton-Lambert, distrofia muscular de

Duchenne avançada).

Inibidores da HMG-CoA Redutase (estatinas)

Ver item Interações Medicamentosas

Cuidados e advertências para populações especiais

Uso em idosos: as doses de cloridrato de verapamil devem ser individualizadas, pois pacientes idosos

apresentam uma resposta acentuada ao verapamil.

Uso pediátrico: deve-se ter bastante cautela ao administrar cloridrato de verapamil a este grupo de

pacientes.

Uso em pacientes com insuficiência hepática: o verapamil deve ser usado com cuidado em pacientes

com função do fígado alterada. Nestes casos deve-se ajustar muito cuidadosamente a dose e começar com

doses menores (ver Posologia).

Uso em pacientes com comprometimento da função renal: estudos robustos comparativos

demonstraram que o comprometimento da função renal não tem efeito sobre a farmacocinética do

cloridrato de verapamil em pacientes no estágio final da insuficiência renal. Entretanto, alguns casos

reportados sugerem que o cloridrato de verapamil deve ser usado com cautela e com acompanhamento

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cuidadoso de pacientes com comprometimento da função renal. O cloridrato de verapamil não pode ser

removido por hemodiálise.

Uso na gravidez: não há dados adequados do uso de cloridrato de verapamil em mulheres durante a

gravidez. Estudos em animais não indicaram efeitos danosos direta ou indiretamente com respeito a

toxicidade reprodutiva. Como estudos de reprodução feitos com animais não preveem sempre a resposta

em humanos, só se deve administrar cloridrato de verapamil na gravidez quando existir uma indicação

absolutamente necessária.

O cloridrato de verapamil atravessa a barreira placentária e pode ser medido no cordão umbilical.

Lactante: o cloridrato de verapamil é excretado no leite humano. Dados limitados para administração

oral têm mostrado que a dose relativa do verapamil no lactante é baixa (0,1 – 1% da dose oral da mãe) e

que o uso de verapamil pode ser compatível com a amamentação. Mas devido ao potencial de sérias

reações adversas em lactentes, o verapamil deve ser usado durante a lactação somente se for essencial

para bem-estar da mãe.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do

cirurgião-dentista.

Categoria de risco: C

Efeitos na habilidade de dirigir e usar máquinas: Devido ao seu efeito anti-hipertensivo e dependendo

da resposta individual, o cloridrato de verapamil pode afetar a habilidade de reação a ponto de prejudicar

a habilidade de dirigir um veículo, de operar máquinas ou de trabalhar sob circunstâncias perigosas. Isso

se aplica, principalmente, quando se inicia o tratamento, quando a dose é aumentada, quando há migração

de outra terapia medicamentosa ou quando álcool é consumido concomitantemente. O verapamil pode

aumentar o nível de álcool no sangue e retardar sua eliminação, com isso, os efeitos do álcool podem ser

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Estudos metabólicos in vitro indicam que o verapamil é metabolizado pelo citocromo P450, CYP3A4,

CYP1A2, CYP2C8, CYP2C9 e CYP2C18. O verapamil mostrou ser um inibidor das enzimas CYP3A4 e

P-glicoproteínas (P-gp). Interações clinicamente significantes foram relatadas com os inibidores de

CYP3A4, com elevação de níveis plasmáticos de verapamil, enquanto os indutores de CYP3A4 causaram

redução dos níveis plasmáticos de verapamil. Portanto, os pacientes devem ser monitorados quanto às

interações medicamentosas.

A tabela a seguir fornece uma lista de possíveis interações medicamentosas por motivos

farmacocinéticos:

Potenciais interações medicamentosas associadas ao verapamil

Fármaco concomitante Efeito potencial Comentário

Alfa Bloqueadores

prazosina Aumenta a Cmax da prazosina

(~40%),

sem efeito na meia-vida

Efeito aditivo hipotensivo

terazosina Aumenta AUC (~24%) e Cmax

(~25%)

da terazosina

Antiarrítmicos

flecainida Efeito mínimo sobre a

depuração

plasmática da flecainida

(<~10%);

nenhum efeito sobre a

plasmática do verapamil

Ver item Advertências e

Precauções

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quinidina Diminui depuração da quinidina

oral

(~35%)

Hipotensão.

Edema pulmonar pode ocorrer em

pacientes com cardiomiopatia

hipertrófica obstrutiva

Antiasmáticos

teofilina Diminui clearence oral e

sistêmico em cerca de 20%

A redução do clearence foi menor

nos tabagistas (~11%)

Anticonvulsivantes/ Antiepiléticos

carbamazepina Aumenta AUC da

carbamazepina (~46%) em

pacientes com epilepsia parcial

refratária

Aumento nos níveis de

carbamazepina. Podem ocorrer

efeitos colaterais relativos a

carbamazepina, como diplopia,

cefaléia, ataxia ou tontura.

fenitoína Diminui concentração de

verapamil no plasma

---

Antidepressivo

imipramina Aumenta AUC da imipramina

(~15%)

Nenhum efeito no nível do

metabólito ativo, desipramina

Antidiabéticos

glibenclamida Aumenta Cmax (~28%),

AUC (~26%) da glibenclamida

Antigotosos

colchicina Aumenta AUC (~2 vezes) e

Cmax (~1,3 vezes)

Reduz a dose de colchicina. Ver

bula de colchicina.

Antiinfecciosos

claritromicina Possível aumento nos níveis de

verapamil

eritromicina Possível aumento dos níveis de

rifampicina Diminui AUC (~97%), Cmax

(~94%) e biodisponibilidade

oral (~92%) do verapamil

o efeito hipotensor do verapamil

pode ser reduzido.

telitromicina Possível aumento dos níveis de

Antineoplásicos

doxorrubicina Aumenta AUC (104%) e Cmax

(61%) da doxorrubicina com a

administração oral de verapamil

Em pacientes com carcinoma

pulmonar de células pequenas

Barbitúricos

fenobarbital Aumenta a depuração do

verapamil oral (~5 vezes)

Benzodiazepínicos e outros ansiolíticos

buspirona Aumenta AUC e Cmax da

buspirona em 3-4 vezes

midazolam Aumenta AUC (~3 vezes) e

Cmax (~2 vezes) do midazolam

Betabloqueadores

metoprolol Aumenta AUC (~32.5%) e

Cmax (~41%) do metoprolol

em pacientes com angina

propranolol Aumenta AUC (65%) e Cmax.

(94%) de propranolol em

pacientes com angina

Glicosídeos Cardíacos

digitoxina Diminui depuração total ---

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(~27%) e depuração extra-renal

(~29%) da digitoxina

digoxina Indivíduos saudáveis: aumenta

Cmax da digoxina em ~ 44%,

aumenta C12h da digoxina

(~53%), Css da digoxina em

~44%, e aumenta AUC da

digoxina em ~50%

Reduzir a dose de digoxina.

Antagonista de Receptor H2

cimetidina Aumenta AUC de R-(25%) e S-

(40%) verapamil, com

correspondente diminuição da

depuração de R- e S-verapamil

Imunológicos

ciclosporina Aumenta AUC, Css, Cmax de

ciclosporina em ~45%

everolimus Everolimus: Aumento AUC

(~3,5 vezes) e Cmax (~2,3

vezes) Verapamil: Aumento C

residual (~2,3 vezes)

Determinação da concentração e

ajuste da dose de everolimus pode

ser necessária

sirolimus Aumenta AUC (~2,2 vezes;

S – verapamil aumenta AUC

(~1,5 vezes)

tacrolimus Possível aumento do nível de

tacrolimus

Agentes redutores de lipídeos

atorvastatina Possível aumento dos níveis de

atorvastatina Aumenta AUC -

(~43%) de verapamil

Segue adiante informação

adicional

lovastatina Possível aumento dos níveis de

lovastatina Aumenta AUC (~

63%) e Cmax (~32%)

de verapamil

sinvastatina Aumenta AUC (~2,6 vezes),

Cmax (~4,6 vezes) de

sinvastatina

Agonistas do receptor de serotonina

almotriptana Aumenta AUC (~20%) e Cmax

(~24%) de almotriptana

Uricosúricos

sulfinpirazona Aumenta a depuração do

verapamil oral (~3 vezes) e

diminui biodisponibilidade

(~60%)

pode ser reduzido

Outros

suco de grapefruit Aumenta AUC de R-(~49%) e

S-(~37%) verapamil

Aumenta Cmax de R-(~75%) e

S-(~51%) verapamil

Meia vida de eliminação e

depuração renal não afetadas.

Suco de grapefruit não deve ser

ingerido junto com verapamil.

erva de São João (Hypericum

perforatum)

Diminui AUC de R-(~78%) e

S-(~80%) verapamil, com

correspondente redução

da Cmax

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Outras interações medicamentosas e informações adicionais

Anti-hipertensivos, diuréticos, vasodilatadores: potencialização do efeito hipotensor.

Agentes antivirais anti-HIV: devido ao potencial inibitório metabólico de alguns dos agentes antivirais

anti-HIV, tais como o ritonavir, as concentrações plasmáticas do verapamil podem aumentar. Deve-se ter

cuidado ou a dose do verapamil deve ser diminuída.

Lítio: foi relatado aumento da neurotoxicidade durante uso concomitante de cloridrato de verapamil e

lítio, com e sem aumentos nas concentrações séricas de lítio. Entretanto, o uso de cloridrato de verapamil

em pacientes em tratamento crônico com lítio estável, resultou na redução dos níveis séricos de lítio.

Pacientes recebendo as duas drogas devem ser acompanhados com cuidado.

Bloqueadores neuromusculares: dados clínicos e estudos em animais são sugestivos que cloridrato de

verapamil pode potencializar a atividade de bloqueadores neuromusculares. Pode ser necessário reduzir a

dose de cloridrato de verapamil e/ou do agente bloqueador quando utilizados concomitantemente.

Ácido acetilsalicílico: tendência de sangramento aumentada.

Etanol (álcool): elevação dos níveis plasmáticos do etanol.

Inibidores da HMG Co-A Redutase (“estatinas”): o tratamento com inibidores da HMG Co-A redutase

(por exemplo, sinvastatina, atorvastatina ou lovastatina) em pacientes que estão fazendo uso de verapamil

deve ser iniciado na menor dose possível e ser aumentada gradualmente. Se o verapamil for administrado

a pacientes que já fazem uso de um inibidor de

HMG Co-A redutase (por exemplo, sinvastatina, atorvastatina ou lovastatina), deve-se considerar uma

redução na dose da estatina e reajustar a dose de acordo com as concentrações de colesterol no sangue.

Fluvastatina, pravastatina e rosuvastatina: não são metabolizadas por CYP3A4; portanto, a

probabilidade de interagirem com o verapamil é menor.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

O cloridrato de verapamil deve ser mantido na embalagem original e conservado em temperatura

ambiente (entre 15 e 30°C), protegido da luz e da umidade.

Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta uma validade de 24

meses a contar da data de sua fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas do produto

cloridrato de verapamil 120 mg: Comprimido revestido, de cor branca, de formato circular, biconvexo e

com vinco em um dos lados.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

Embalagens com 20, 30, 60 e 500 comprimidos revestidos

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As doses de cloridrato de verapamil devem ser ajustadas individualmente de acordo com a gravidade da

doença e administradas de preferência com a alimentação ou logo após. Os comprimidos devem ser

deglutidos com um pouco de água, sem serem mastigados.

A dose do medicamento deve ser ajustada individualmente de acordo com a gravidade da doença. A

experiência clínica mostra que a dose média para todas as indicações varia de 240 mg a 360 mg.

A dose máxima diária não deve exceder 480 mg para tratamentos longos, apesar de que uma dose

superior a esta pode ser usada para tratamentos curtos.

Não existe limitação de duração do tratamento.

O cloridrato de verapamil alcança o pico de concentração plasmática após 4 a 5 horas da administração do

medicamento.

A estimativa da dose liberada por unidade de tempo do cloridrato de verapamil 120 mg comprimidos

revestidos retard é:

Tempo de liberação do

medicamento

Dose liberada do

medicamento (%) após

administração

1 hora 7,5% a 20%

2 horas 21% a 35%

4 horas 36% a 56%

8 horas Mínimo 70%

10 horas Mínimo 80%

O cloridrato de verapamil não deve ser descontinuado abruptamente em tratamentos longos, sendo

recomendada uma redução gradual de dose.

Em pacientes com disfunção hepática, o metabolismo da droga pode ser retardado ou diminuído

dependendo da gravidade da lesão do fígado, podendo potencializar ou prolongar os efeitos de cloridrato

de verapamil. Portanto, um ajuste de dose faz-se necessário em pacientes com disfunção hepática, com

doses reduzidas para início do tratamento.

Pacientes com disfução renal: Vide item Advertências e Precauções.

Adultos e adolescentes com peso maior que 50 kg

Isquemia miocárdica, taquicardias supraventriculares paroxísticas, flutter atrial e fibrilação atrial:

120 mg a 480 mg divididos em 1 ou 2 doses.

Hipertensão:

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

9. REAÇÕES ADVERSAS

Reações adversas foram relatadas durante estudos clínicos fase IV e durante o período de pós-

comercialização de cloridrato de verapamil.

As freqüências de reações adversas são definidas como: muito comum (≥ 1/10); comum (≥ 1/100 a <

1/10); incomum ((≥1/1000 a < 1/100); rara ((≥ 1/10.000 a < 1/1.000); muito rara ( < 1/10.000); reação

desconhecida ( não pode ser estimada pela informação disponível).

Embalagens com 20, 30, 60 e 500 comprimidos revestidos

Cloridrato de verapamil 120mg_BU 02_VPS 11

As reações adversas mais comuns relatadas foram: dor de cabeça, tontura, disturbios gastrintestinais

(nausea, constipação e dor abdominal), bradicardia, taquicardia, palpitações, hipotensão, rubor, edema

periférico e fadiga.

Seguem as reações adversas relatadas, listadas abaixo por sistema do organismo:

Sistemas Comum Incomum Rara Desconhecida

Sistema

imunológico

--- --- --- Hipersensibilidade

Sistema nervoso Cefaléia, tontura --- Parestesia, tremor Reação

extrapiramidal;

paralisia1

(tetraparesia);

convulsões.

Alterações

psiquiátricas

--- --- Sonolência

Alterações do

ouvido e do

labirinto

--- --- Zumbido Vertigem

Sistema vascular Hipotensão, rubor --- --- ---

cardíacas

Bradicardia Palpitações,

taquicardia

--- Bloqueio

atrioventricular

(primeiro,

segundo e terceiro

grau), bradicardia

sinusal, falência

cardíaca,

assistolia.

Respiratório --- --- --- Broncoespasmo

gastrintestinal

Constipação,

náusea

Dor abdominal Vômitos Desconforto

abdominal,

hiperplasia

gengival, íleo

Alterações na pele

e tecidos

subcutâneos

--- --- Hiperhidrose Angioedema,

síndrome de

Stevens-Johnson,

eritema

multiforme,

erupção cutânea

maculopapular,

alopecia,

urticária, púrpura

e prurido.

Sistema músculo -

esquelético

--- --- --- Fraqueza

muscular, mialgia

e artralgia.

reprodutor e

mama

--- --- --- Disfunção erétil,

ginecomastia e

galactorréia.

Condições gerais Edema periférico Fadiga --- ---

Em investigação --- --- --- Aumento de

prolactina

plasmática e

aumento de

Enzimas

Cloridrato de verapamil 120mg_BU 02_VPS 12

hepáticas.

1

Houve um único relato pós-comercialização de paralisia (tetraparesia) associada ao uso concomitante de

verapamil e colchicina. Esta paralisia provavelmente foi causada pela colchicina que cruzou a barreira

hematoencefálica devido à inibição da CYP3A4 e P-gp pelo verapamil.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária –

NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância

Sanitária Estadual ou Municipal.

Cuidado! Todas as informações contidas neste site têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.