Bula do Glibenclamida para o Paciente

Bula do Glibenclamida produzido pelo laboratorio Medley Indústria Farmacêutica Ltda
para o Paciente com todas as informações sobre este medicamento

O conteúdo abaixo foi extraído automaticamente da bula original disponibilizada no portal da ANVISA.

Bula do Glibenclamida
Medley Indústria Farmacêutica Ltda - Paciente

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BULA COMPLETA DO GLIBENCLAMIDA PARA O PACIENTE

glibenclamida

Medley Indústria Farmacêutica Ltda.

comprimido

5 mg

Medicamento Genérico, Lei nº 9.787, de 1999

APRESENTAÇÕES

Comprimidos de 5 mg: embalagens com 30 ou 60 comprimidos.

USO ORAL

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Cada comprimido contém:

glibenclamida ............................................................ 5 mg

excipientes q.s.p. ....................................................... 1 comprimido

(lactose monoidratada, amido de milho, talco, estearato de magnésio, dióxido de silício)

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

Este medicamento é destinado ao tratamento de diabetes mellitus não insulino-dependente (Tipo 2 ou

diabetes do adulto), quando os níveis de glicose no sangue não podem ser controlados apenas por

dieta, exercício físico e redução de peso.

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Este medicamento apresenta como princípio ativo a glibenclamida, antidiabético oral do grupo das

sulfonilureias, com potente ação hipoglicemiante (diminuição de açúcar no sangue) e ótima

tolerabilidade.

Após dose única matinal, o efeito hipoglicemiante permanece detectável por aproximadamente 24

horas.

O início da ação ocorre em aproximadamente 1 hora a 90 minutos.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Você não deve utilizar este medicamento nos seguintes casos:

- ser portador de diabetes mellitus insulino-dependente (Tipo 1 ou diabetes juvenil), por exemplo,

diabéticos com histórico de cetoacidose;

- estiver em tratamento de cetoacidose diabética (altos níveis de açúcar sem presença suficiente de

insulina para metabolizar);

- estiver em tratamento de pré-coma ou coma diabético;

- possuir disfunção dos rins e/ou do fígado graves;

- possuir alergia à glibenclamida ou a qualquer um dos componentes da fórmula;

- estiver grávida ou amamentando;

- estiver utilizando medicamento à base de bosentana (substância usada no tratamento da pressão

arterial elevada).

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com disfunção nos rins e/ou fígado

graves.

Este medicamento é contraindicado na faixa etária pediátrica.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do

cirurgião-dentista.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Advertências

Estudos Epidemiológicos sugerem que a administração de glibenclamida está associada com um risco

aumentado de mortalidade cardiovascular quando comprado ao tratamento com metformina e

glicazida, Este risco é especialmente observado em pacientes com doença coronariana diagnosticada.

Os sinais clínicos da hiperglicemia (alta taxa de açúcar no sangue) são: aumento da frequência

urinária, sede intensa, boca seca, pele seca.

E os sinais clínicos da hipoglicemia (baixa taxa de açúcar no sangue) são: fome intensa, transpiração

intensa, tremor, agitação, irritabilidade, dores de cabeça, distúrbios do sono, depressão do humor e

distúrbios neurológicos transitórios (ex.: alterações da fala, visão e sensação de paralisia).

Em situações excepcionais de estresse (por exemplo, traumas, cirurgias, infecções febris), o controle

da glicemia (taxa de açúcar no sangue) pode não ser adequado e a substituição temporária por insulina

pode ser necessária para manter um bom controle metabólico.

As pessoas alérgicas a outros derivados de sulfonamidas também podem desenvolver uma reação

alérgica à glibenclamida.

Precauções

Para atingir o objetivo do tratamento com glibenclamida, isto é, controle adequado da glicemia

plasmática, a aderência à dieta, a prática de exercícios físicos regulares e suficientes e, se necessário, a

redução de peso, são tão necessários quanto a administração regular deste medicamento.

Durante o tratamento com glibenclamida os níveis de glicose (tipo de açúcar) no sangue e na urina

devem ser medidos regularmente. Além disso, recomenda-se a realização de determinações regulares

da proporção de hemoglobina glicada (porção no sangue que identifica o controle de glicose nos

últimos 2 a 3 meses).

O monitoramento da glicemia no sangue e na urina também auxilia a detecção de falha terapêutica

tanto primária quanto secundária.

De acordo com as diretrizes atuais (por exemplo, o consenso europeu NIDDM), o monitoramento de

alguns outros parâmetros também é recomendado.

Quando iniciar o tratamento, o paciente deve ser informado quanto aos efeitos e os riscos de

glibenclamida e quanto às interações com a dieta e com os exercícios físicos; deve-se ressaltar a

importância da cooperação adequada por parte do paciente.

Assim como com qualquer outro medicamento redutor de glicose no sangue, é necessário que o

paciente e o médico estejam cientes do risco de hipoglicemia.

Os fatores que favorecem a hipoglicemia incluem:

• relutância (mais comumente em paciente idosos) ou incapacidade do paciente cooperar;

• subnutrição, horários irregulares das refeições ou refeições perdidas;

• desequilíbrio entre esforço físico e ingestão de carboidratos;

• alterações na dieta;

• disfunção dos rins;

• disfunção grave do fígado;

• superdosagem com glibenclamida;

• distúrbios descompensados do sistema endócrino afetando o metabolismo dos carboidratos e

da contrarregulação da hipoglicemia (como, por exemplo, em certos distúrbios da função da

tireóide e insuficiência na pituitária anterior ou adrenocortical);

• uso concomitante com outros medicamentos (vide “Interações Medicamentosas”);

• tratamento com glibenclamida na ausência de qualquer indicação.

Você deve informar seu médico sobre os fatores citados acima e sobre episódios de hipoglicemia,

uma vez que eles podem indicar a necessidade de um monitoramento cuidadoso. Se tais fatores de

risco de hipoglicemia estiverem presentes, pode ser necessária uma alteração na dosagem de

glibenclamida ou do tratamento completo. Isto também se aplica em casos de surgimento de doença

durante o tratamento ou toda vez que seu estilo de vida mudar.

Os pacientes idosos são particularmente susceptíveis à ação hipoglicêmica de medicamentos redutores

de glicose. Pode ser difícil reconhecer hipoglicemia em idosos. As doses iniciais e de manutenção

devem ser conservadoras para evitar reações de hipoglicemia.

Estes sintomas de hipoglicemia, que refletem a contrarregulação adrenérgica corpórea (suor

excessivo, pele úmida e fria, ansiedade, aceleração do ritmo cardíaco e palpitação), vide “Quais os

males que este medicamento pode me causar?”, podem ser mais leves ou ausentes quando a

hipoglicemia se desenvolve gradualmente, quando há neuropatia autonômica (interferência na

manutenção do açúcar no sangue no nível normal) ou quando está recebendo tratamento concomitante

com betabloqueadores, clonidina, reserpina, guanitidina ou outros medicamentos simpatolíticos.

A hipoglicemia quase sempre pode ser rapidamente corrigida através da ingestão imediata de

carboidratos (glicose ou açúcar tais como açúcar puro, suco de frutas ou chá adoçados com açúcar).

Para esta finalidade, recomenda-se sempre levar consigo um mínimo de 20 g de glicose. Poderá

necessitar de auxílio de outras pessoas para evitar complicações.

Os adoçantes artificiais não são eficazes no controle da glicemia.

Apesar das medidas de controle terem sucesso inicialmente, a hipoglicemia pode ocorrer novamente;

portanto, você deve estar sempre atento aos sinais e sintomas.

A hipoglicemia severa ou episódios prolongados, os quais somente podem ser temporariamente

controlados utilizando açúcar, requerem tratamento imediato e acompanhamento médico e, em alguns

casos, cuidados hospitalares.

Se outras doenças surgirem durante o tratamento com glibenclamida, o médico que está orientando o

tratamento deve ser imediatamente informado.

Se tratado por outro médico (por exemplo, internações hospitalares após acidente, doença num

feriado), você deve informá-lo que é diabético e qual é o seu tratamento.

O tratamento dos pacientes com deficiência de G6PD (glicose-6-fosfato-desidrogenase) com

sulfonilureias pode levar à anemia hemolítica (diminuição do número de células vermelhas do sangue

em decorrência da destruição prematura das mesmas). Uma vez que a glibenclamida pertence à classe

das sulfonilureias, deve-se ter cautela em pacientes com deficiência de G6PD, e a utilização de um

agente alternativo não-sulfonilureia deve ser considerado.

Gravidez e amamentação

Este medicamento não deve ser administrado durante a gravidez (vide “Quando não devo usar este

medicamento?”). Caso a paciente fique grávida, o médico deverá ser avisado rapidamente e o

tratamento com glibenclamida deverá ser substituído por insulina durante o período de gestação.

Caso você planeje engravidar, deve informar ao seu médico. Neste caso, recomenda-se que o médico

substitua o tratamento por insulina.

Este medicamento não deve ser administrado durante a amamentação. Se necessário, o médico deve

substituir o tratamento por insulina, ou deve interromper a amamentação.

População Especial

Pacientes idosos

A hipoglicemia ocorre com maior frequência em pacientes idosos que usam glibenclamida.

Recomenda-se o uso de doses conservadoras em pacientes idosos para evitar hipoglicemia.

Outros grupos de risco

Este medicamento não deve ser utilizado por pacientes com disfunção grave nos rins ou no fígado.

Alteração na capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas

O tratamento de diabetes com glibenclamida requer monitoramento constante. O estado de alerta e o

tempo de reação podem ser prejudicados por episódios de hipo ou hiperglicemia especialmente no

início ou após alteração no tratamento ou quando este medicamento não é tomado regularmente. Isto

pode, por exemplo, afetar a habilidade de dirigir ou operar máquinas.

Interações medicamentosas

O uso concomitante de glibenclamida com outros fármacos pode levar ao enfraquecimento ou

aumento indesejado de sua ação hipoglicemiante. Por esta razão, outros fármacos não devem ser

usados sem o conhecimento do médico.

Associações não recomendadas

Bosentana: observou-se um aumento na incidência de elevação das enzimas hepáticas (do fígado) em

pacientes recebendo glibenclamida concomitantemente com bosentana. Tanto a glibenclamida quanto

a bosentana inibem a bomba de liberação de sal biliar, levando a um acúmulo intracelular de sais

biliares citotóxicos. Portanto, essa associação não deve ser utilizada.

Interações que devem ser consideradas

Os pacientes que fazem uso de alguns medicamentos ou param de usá-los durante o tratamento com

glibenclamida podem apresentar alterações no controle da glicemia.

Caso você esteja tomando um medicamento indutor ou inibidor do CYP2C9 (sistema enzimático

localizado no fígado e responsável pela metabolização de vários medicamentos), procure a orientação

de seu médico antes de utilizar este medicamento, pois a glibenclamida é metabolizada

principalmente pelo CYP2C9, e em menor extensão pelo CYP3A4.

Potencialização do efeito hipoglicemiante da glibenclamida, em alguns casos hipoglicemia, pode

ocorrer quando se usa os seguintes medicamentos: insulina e outros hipoglicemiantes orais, inibidores

da ECA, esteróides anabolizantes e hormônios sexuais masculinos, cloranfenicol, derivados

cumarínicos, ciclofosfamida, disopiramida, fenfluramina, feniramidol, fibratos, fluoxetina,

ifosfamidas, inibidores da MAO, miconazol, ácido paramino-salicílico, pentoxifilina (uso parenteral

em altas doses), fenilbutazona, azapropazona, oxifembutazona, probenecida, quinolonas, salicilatos,

sulfimpirazona, sulfonamidas, agentes simpatolíticos tais como beta-bloqueadores, e guanetidina,

claritromicina, tetraciclina, tritoqualina, trofosfamida.

O enfraquecimento do efeito hipoglicemiante da glibenclamida e consequente elevação do nível de

glicose pode ocorrer quando há o uso concomitante dos seguintes medicamentos: acetazolamida,

barbitúricos, corticosteroides, diazóxido, diuréticos, epinefrina (adrenalina) e outras medicações

simpatomiméticas, glucagon, laxativos (após uso prolongado), ácido nicotínico (em altas doses),

estrogênio e progestágenos, fenotiazínicos, fenitoína, hormônios tireoidianos e rifampicina.

Pode ocorrer potencialização ou redução de efeito da glibenclamida em pacientes fazendo uso

concomitante de antagonistas do receptor H2, clonidina e reserpina.

Sob a influência de drogas simpatolíticas, tais como betabloqueadores, clonidina, guanetidina e

reserpina, os sinais da contrarregulação adrenérgica da hipoglicemia podem ser reduzidos ou

tornarem-se ausentes.

O uso de glibenclamida pode potencializar ou diminuir os efeitos dos derivados cumarínicos.

Este medicamento pode elevar a concentração plasmática da ciclosporina e potencialmente levar a um

aumento da sua toxicidade. Portanto, recomenda-se o monitoramento e um ajuste na dose da

ciclosporina quando estes medicamentos forem coadministrados.

O colesevelam se liga à glibenclamida e reduz a absorção desta no trato gastrointestinal. Não foi

observada interação quando a glibenclamida é administrada pelo menos 4 horas antes do colesevelam.

Portanto, a glibenclamida deve ser administrada pelo menos 4 horas antes da administração do

colesevelam.

Álcool

A ingestão aguda ou crônica de bebidas alcoólicas pode atenuar ou aumentar a ação hipoglicemiante

da glibenclamida de maneira imprevisível.

Alimentos

Até o momento não há dados disponíveis sobre a interferência de alimentos na ação da glibenclamida.

Testes laboratoriais

Até o momento não há dados disponíveis sobre a interferência da glibenclamida em testes

laboratoriais.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro

medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Este medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 e 30 ºC).

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Este medicamento se apresenta na forma de comprimido branco a quase branco, oblongo, com sulco

central em ambas as faces, apresentando uma face lisa e a outra face com gravação LDI em ambos os

lados do sulco central.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você

observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Você deve tomar os comprimidos inteiros, sem mastigar, com quantidade suficiente de líquido, por

via oral.

A princípio, a dose de glibenclamida é determinada pelo nível de glicemia desejado. A dosagem de

glibenclamida deve ser a menor dose eficaz possível.

O tratamento com este medicamento deve ser iniciado e monitorado pelo médico. Você deve tomar a

glibenclamida nos horários e doses prescritos pelo médico.

Se for identificada a administração de uma dose muito alta ou uma dose extra deste medicamento,

você deve notificar seu médico imediatamente.

Dose inicial e titulação da dose

Dose inicial usual: ½ a 1 comprimido de glibenclamida 5 mg uma vez ao dia.

Recomenda-se que o tratamento seja iniciado com a menor dose eficaz possível. Isto se aplica

particularmente aos pacientes que apresentam uma tendência à hipoglicemia (vide “O que devo saber

antes de usar este medicamento?”) ou que pesam menos que 50 kg.

Se necessário, a dose diária pode ser aumentada gradativamente, isto é, em incrementos de, no

máximo, ½ comprimido de glibenclamida 5 mg em intervalos de uma a duas semanas, e que este

aumento seja guiado através do monitoramento da glicemia plasmática.

Variação de dose em pacientes com diabetes bem controlada; doses máximas

Dose única usual de glibenclamida 5 mg: ½ a 2 comprimidos. Uma dose única de 2 comprimidos de

glibenclamida 5 mg não deve ser excedida. Doses maiores devem ser divididas em no mínimo duas

doses.

Dose diária usual de glibenclamida 5 mg: 1 ou 2 comprimidos. Exceder a dose diária total de 3

comprimidos não é recomendado, uma vez que doses diárias maiores, de até 4 comprimidos de

glibenclamida 5 mg, são mais eficazes apenas em casos excepcionais.

Distribuição das doses

As doses e os horários devem ser decididos pelo médico levando-se em consideração o estilo de vida

do paciente.

Normalmente uma dose única diária deste medicamento é suficiente.

É recomendado que doses diárias de até 2 comprimidos de glibenclamida 5 mg sejam administradas

antes do desjejum (café da manhã) substancial ou antes da primeira refeição principal, e qualquer

porção remanescente da dose diária total seja administrada antes do jantar.

É muito importante não pular as refeições depois de ter tomado um comprimido.

Dose em adultos jovens com diabetes mellitus Tipo 2

A dose é basicamente a mesma que para os adultos mais velhos.

Ajuste de dose secundário

Como a melhora do controle do diabetes é, por si própria, associada a uma maior sensibilidade à

insulina, as necessidades de glibenclamida podem diminuir com a evolução do tratamento. Para evitar

hipoglicemia, reduções momentâneas ou a suspensão do tratamento com glibenclamida devem ser

consideradas.

Correções de dosagem devem ser também consideradas sempre que:

• o peso do paciente se altera;

• o estilo de vida do paciente se altera;

• surgem outros fatores os quais causam aumento da tendência à hipo ou hiperglicemia (vide “O

que devo saber antes de usar este medicamento?”).

Duração do tratamento

O tratamento com este medicamento é normalmente de longo prazo.

Substituição de outro hipoglicemiante oral por glibenclamida

Não existe nenhuma relação de dose entre glibenclamida e outros hipoglicemiantes orais. Quando

houver a substituição por glibenclamida, recomenda-se que seja adotado o mesmo procedimento

utilizado para dose inicial, iniciando com doses diárias de ½ a 1 comprimido de glibenclamida. Este

procedimento se aplica até mesmo nos casos em que o paciente está trocando uma dose máxima de

outro hipoglicemiante oral por glibenclamida.

Deve-se considerar a potência e a duração da ação do agente hipoglicemiante previamente utilizado.

Um intervalo na medicação pode ser necessário para evitar qualquer potencialização de efeitos,

implicando em risco de hipoglicemia.

O médico irá lhe prescrever a dose de acordo com os resultados de exames laboratoriais (doseamento

de glicose no sangue e na urina).

Risco de uso por via de administração não aprovada

Não há estudos dos efeitos deste medicamento administrado por vias não recomendadas. Portanto, por

segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por via

oral, conforme recomendado pelo médico.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do

tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser mastigado.

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

MEDICAMENTO?

É importante observar a correta ingestão de glibenclamida. Erros de ingestão, como por exemplo,

esquecimento de uma dose, nunca poderá ser compensado tomando-se uma dose maior mais

tarde. Medidas sobre como lidar com erros (particularmente esquecimentos da dose ou pular uma

refeição) ou no caso da dose não poder ser administrada no horário prescrito, devem ser discutidas e

combinadas entre o paciente e o médico antecipadamente.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-

dentista.

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

As frequências das reações adversas estão listadas a seguir de acordo com a seguinte convenção:

Reação muito comum ( ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação comum (ocorre entre 1% e 10%dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação incomum (ocorre entre 0,1 e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação muito rara ( ocorre me menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Reação desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Hipoglicemia, às vezes prolongada e até mesmo com risco de vida, pode ocorrer como resultado da

ação redutora da glicose sanguínea da glibenclamida. Isto ocorre quando existe um desequilíbrio entre

a dose de glibenclamida e a ingestão de carboidratos (dieta), a realização de exercício físico e outros

fatores que interfiram no metabolismo.

Os possíveis sintomas de hipoglicemia incluem: dor de cabeça, fome exagerada, enjoo, vômito,

cansaço, sonolência, distúrbios do sono, inquietação, agressividade, incapacidade de concentração,

vigilância e reação, depressão, confusão, dificuldade de comunicação (fala, escrita, etc.), afasia,

distúrbios visuais, tremor, paresia (grau leve a moderado de fraqueza muscular), distúrbios sensoriais,

tontura, desamparo, perda do autocontrole, delírio, convulsões cerebrais e perda de consciência

incluindo coma, respiração superficial e bradicardia (frequência cardíaca baixa).

Além disso, sinais de contrarregulação adrenérgica, tais como sudorese, pele pegajosa, ansiedade,

taquicardia (frequência cardíaca alta), hipertensão (pressão arterial elevada), palpitações, angina

pectoris (dor no peito, relacionada à doença das artérias coronárias) e arritmias cardíacas

(descompasso dos batimentos do coração) podem estar presentes.

O quadro clínico de um ataque hipoglicêmico severo pode assemelhar-se ao de um derrame.

Os sintomas de hipoglicemia quase sempre diminuem quando a hipoglicemia é corrigida.

Distúrbios visuais

Especialmente no início do tratamento podem ocorrer distúrbios visuais temporários devido à

alteração dos níveis de glicose sanguínea. A causa é uma alteração temporária na turgidez e, portanto,

do índice refrativo das lentes, o qual é dependente da glicemia.

Distúrbios gastrointestinais

Ocasionalmente, sintomas gastrointestinais tais como: dor abdominal, vômitos, diarreia, náusea e

distensão abdominal (sensação de plenitude gástrica ou peso no epigastro podem ocorrer. Entretanto,

apesar da manutenção do tratamento, estes sintomas frequentemente diminuem e normalmente não há

necessidade de descontinuar o tratamento com glibenclamida.

Distúrbios hepatobiliares

Em casos isolados, pode haver doença do fígado, elevação do nível das enzimas hepáticas e/ou

colestase (diminuição do fluxo da bile produzida no fígado, devido a obstruções nos canais que

transportam a mesma) e icterícia (coloração amarelada da pele), as quais podem regredir depois da

suspensão de glibenclamida, embora possam levar a risco de vida por insuficiência hepática.

Distúrbios hematológicos e no sistema linfático

Alterações hematológicas potencialmente graves podem ocorrer. Elas podem incluir raros casos de

trombocitopenia (apresentando como púrpura – extravasamento de sangue para fora dos capilares da

pele ou mucosa formando manchas roxas) leve à severa e, em casos isolados, pancitopenia

(diminuição de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas), devido à mielossupressão (diminuição da

função de produção de células sanguíneas pela medula espinhal), agranulocitose (diminuição de

granulócitos), leucopenia (diminuição das células de defesa do sangue), eritrocitopenia (diminuição

de eritrócitos), granulocitopenia e anemia hemolítica.. A princípio, estas reações são reversíveis com a

suspensão do tratamento com glibenclamida.

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo

Ocasionalmente, pode ocorrer hipersensibilidade na forma de prurido (coceira) e rash (erupções

cutâneas). Em casos isolados, reações leves em forma de urticária, podem evoluir para reações graves

que implicam em risco de vida com dispneia (dificuldade de respirar) e queda da pressão arterial,

algumas vezes, evoluindo para choque. Em casos de urticária (manchas avermelhadas na pele que

coçam), o médico deverá ser imediatamente notificado.

Em casos isolados pode surgir vasculite leucocitoblástica (inflamação do vaso sanguíneo) e, em

algumas circunstâncias, pode implicar em risco de vida. Em casos isolados, pode ocorrer

hipersensibilidade da pele à luz e pode haver redução da concentração sérica de sódio.

Sistema imunológico

A reação de hipersensibilidade pode ser diretamente devido à glibenclamida, mas também pode ser

desencadeada pelos excipientes. A alergia aos derivados de sulfonamida também pode ser responsável

por reações alérgicas à glibenclamida.

Se estas reações ocorrerem, o médico deve decidir se a terapia com este medicamento deve ser

descontinuada ou não.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações

indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de

atendimento.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?

INDICADA DESTE MEDICAMENTO?

Em caso de superdose acidental, procure imediatamente atendimento médico de emergência.

Sintomas

A superdose aguda bem como o tratamento com elevadas doses de glibenclamida a longo prazo

podem levar à hipoglicemia severa, prolongada, com risco de vida.

Tratamento

Tão logo a superdose de glibenclamida seja identificada, o médico deve ser notificado imediatamente

e você deve ingerir açúcar imediatamente, se possível na forma de glicose, a menos que o médico já

tenha assumido o tratamento desta superdose.

Um monitoramento cuidadoso deve ser realizado até que o médico considere que você esteja fora de

perigo. É importante lembrar que os sinais clínicos da hipoglicemia podem ocorrer novamente após

sinais de uma recuperação inicial.

Algumas vezes, pode ser necessária a internação hospitalar, mesmo por medida de precaução. Em

particular, superdoses significativas e reações severas com sintomas como perda de consciência ou

outros distúrbios neurológicos sérios são emergências médicas e requerem tratamento e internação

imediatos.

Se o paciente estiver inconsciente, indica-se uma injeção intravenosa de solução de glicose

concentrada (por exemplo, para adultos iniciar com 40 mL de solução a 20%). Alternativamente em

adultos, a administração de glucagon, por exemplo, em doses de 0,5 a 1,0 mg IV, SC ou IM, pode ser

considerada.

Em particular quando houver o tratamento de hipoglicemia em bebês e crianças pequenas, a dose de

glicose administrada deve ser cuidadosamente ajustada em vista da possibilidade de produzir uma

hiperglicemia perigosa, e esta administração deve ser controlada através do monitoramento cuidadoso

da glicemia.

Caso você tenha ingerido uma quantidade deste medicamento que possa implicar em risco de vida,

deve requerer atendimento médico de urgência para desintoxicação (por exemplo, lavagem gástrica e

o uso de carvão ativado).

Após a conclusão da reposição aguda de glicose, geralmente é necessária a administração de infusão

de concentrações mínimas de glicose intravenosa, para evitar a recorrência de hipoglicemia. Os níveis

glicêmicos do paciente devem ser cuidadosamente monitorados por, no mínimo, 24 horas. Em casos

severos com curso prolongado, a hipoglicemia ou a recaída da hipoglicemia pode persistir por vários

dias.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico

e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você

precisar de mais orientações.

Bula do Glibenclamida
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Cuidado! Todas as informações contidas neste site têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.