Bula do Meningitec para o Profissional

Bula do Meningitec produzido pelo laboratorio Wyeth Indústria Farmacêutica Ltda
para o Profissional com todas as informações sobre este medicamento

O conteúdo abaixo foi extraído automaticamente da bula original disponibilizada no portal da ANVISA.

Bula do Meningitec
Wyeth Indústria Farmacêutica Ltda - Profissional

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BULA COMPLETA DO MENINGITEC PARA O PROFISSIONAL

Meningitec®

vacina meningocócica C (conjugada)

Wyeth Indústria Farmacêutica Ltda.

Suspensão injetável

0,5 mL

LLD_MNGSUI_04

14-mai-2014

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TEXTO DE BULA DE MENINGITEC®

(VACINA MENINGOCÓCICA C (CONJUGADA))

I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

APRESENTAÇÃO

Cartucho com 1 estojo contendo 1 seringa preenchida com 0,5 mL de suspensão injetável (dose única) e 1

agulha.

SOMENTE USO INTRAMUSCULAR

USO ADULTO E PEDIÁTRICO A PARTIR DE 3 MESES DE IDADE

COMPOSIÇÃO

Cada 0,5 mL de dose intramuscular é formulada para conter 10 g de oligossacarídeo meningocócico do

grupo C conjugado à aproximadamente 15 g de proteína CRM197 de Corynebacterium diphtheriae.

Excipientes: fosfato de alumínio (0,5 mg), cloreto de sódio (4,25 mg) e água para injeção (qs 0,5 mL).

Não contém conservante.

2

II) INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

1. INDICAÇÕES

Meningitec®

(vacina meningocócica C (conjugada)) está indicada na imunização ativa de crianças com

mais de 3 meses, adolescentes e adultos para prevenção de doença invasiva causada por Neisseria

meningitidis do grupo C.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA

Imunogenicidade

Série primária de duas doses em lactentes

Duas doses em lactentes forneceram títulos de anticorpo bactericida sérico (SBA) > 1:8 em 98% - 99,5%

das crianças, como mostra a tabela a seguir. O esquema de duas doses sensibilizou para uma resposta de

memória quando uma dose de reforço foi administrada aos 12 meses de idade.

% de crianças com títulos (GMT) de SBA > 1:8

Estudo com MnCC administrada na

idade de

Após a 2a

dose Após reforço aos 12 meses

2, 3, 4 meses com DTP-Hib e OPV

concomitantes(1)

98% (766)

n=55

(Não avaliado)

3, 5, 7 meses de monoterapia

99,5% (1591)#

n=214

2, 4, 6 meses com DTaP-HBV-

IPV/Hib* concomitante(2)

99,5% (1034)#

n=218

3, 5 meses administrada como

9vPnC-MnCC e DTaP-IPV/Hib

concomitante

98,2% (572)

n=56

100% (1.928)

n=23 (reforço de 9vPnC-MnCC)

100% (2.623)

n=28 (reforço da MnCC + 23vPnPS)

* Ver item 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

#

avaliado 2 meses após a 2a

dose

MnCC = Meningitec®

DTP = vacina tríplice bacteriana

OPV = vacina oral contra poliomielite

DTaP-IPV/Hib = vacina conjugada tríplice bacteriana + poliovírus inativado + Hib (proteína carreadora

do toxoide tetânico)

GMT = títulos geométricos médios

DTaP-HBV-IPV/Hib = igual à anterior + antígeno de superfície de hepatite B recombinante em

formulação hexavalente

9vPnC-MnCC = vacina conjugada pneumocócica 9-valente experimental (ainda não registrada)

formulada com Meningitec®

23vPnPS = vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente

Dose de reforço

Das 64 crianças vacinadas com uma dose de reforço de 0,5 mL de Meningitec®

em estudo de Fase 2 nos

EUA, 49 crianças foram avaliadas para anticorpos bactericidas séricos um mês após a dose de reforço

única. 100% (49/49) das crianças analisadas desenvolveram títulos de SBA de no mínimo 1/8 e 96%

demonstraram aumento de quatro vezes das GMTs pós-vacinação em comparação aos níveis pré-

vacinação.

As estimativas da eficácia da vacina provenientes do programa de imunização de rotina do Reino Unido

demonstraram a necessidade de uma dose de reforço após o término da série primária. No momento, os

números são muito pequenos para fazer uma recomendação de uma dose de reforço adicional para

crianças que receberam dose de sensibilização única. A eficácia em todos os outros grupos etários (até 18

anos) sensibilizados com uma dose única continua sendo até o momento de cerca de 90% ou mais, em até

ou mais de um ano após a vacinação. (3)

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Um título bactericida  1:8 é considerado um correlato de proteção de curto prazo, com base na eficácia

estimada a partir da farmacovigilância pós-comercialização. (2)

Evidências de sensibilização com a vacina conjugada

Dezessete crianças de um estudo de Fase 2 no Reino Unido receberam uma dose de desafio de 1/5 do

volume utilizado em adultos de uma vacina meningocócica polissacarídica do grupo C já aprovada, um

ano após a primeira dose da série primária. 94% (16/17) das crianças responderam com títulos de SBA 

1/8 e 88% demonstraram um aumento de quatro vezes das GMTs pós-vacinação em relação aos níveis

pré-vacinação.

Após uma dose de desafio com 10 g do polissacarídeo meningocócico não conjugado do grupo C cerca

de quatro anos após uma série primária aos 2, 3 e 4 meses com Meningitec®

, 21/22 crianças responderam

com títulos de SBA  1/8. Dessas, 3/22 ainda apresentavam esse título antes da sensibilização. (4)

Imunogenicidade da dose primária única em crianças (maiores de 1 ano de idade)

Setenta e cinco crianças com 13 meses de idade receberam uma dose única de 0,5 mL de Meningitec®

em

um estudo no Reino Unido. 91% (68/75) desenvolveram títulos de SBA  1/8 e 89% demonstraram

aumento de quatro vezes em relação às GMTs pré-vacinação.

Imunogenicidade da dose primária única em adultos

Em um estudo duplo-cego e randomizado (n = 30), voluntários adultos saudáveis entre 18 e 60 anos

receberam uma dose única de 0,5 mL de Meningitec®

(n = 15) ou da vacina meningocócica

polissacarídica já registrada (n = 15). 100% dos indivíduos (15/15) do grupo que recebeu Meningitec®

atingiram títulos de SBA  1/8 e aumento de 4 vezes das GMTs pós-vacinação em comparação aos níveis

pré-vacinação. No grupo que recebeu a vacina meningocócica polissacarídica, todos os indivíduos

atingiram títulos de SBA  1/8, ao passo que apenas 87% dos indivíduos (13/15) demonstraram aumento

de quatro vezes das GMTs pós-vacinação.

Avaliação da tolerância imunológica em adultos jovens que receberam previamente a vacina

polissacarídica

Em um estudo aberto e parcialmente randomizado (N de indivíduos admitidos = 242; analisados para

imunogenicidade, n = 217), universitários entre 18 e 25 anos, que haviam recebido a vacina

meningocócica polissacarídica 6 meses antes, receberam Meningitec®

(n = 83) ou a vacina

meningocócica polissacarídica (n = 85) e foram comparados aos controles não randomizados que

receberam Meningitec®

pela primeira vez (n = 49). Títulos de SBA  1/8 foram atingidos por 99% dos

indivíduos (82/83) que receberam Meningitec®

depois da vacina meningocócica polissacarídica,

enquanto 93% (79/85) atingiram os mesmos níveis quando receberam a segunda dose da vacina

meningocócica polissacarídica. 100% (49/49) dos indivíduos que nunca haviam recebido a vacina

atingiram títulos de SBA  1/8.

Farmacovigilância pós-comercialização após uma campanha de imunização no Reino Unido (5)

O programa de farmacovigilância pós-comercialização realizado pelo Serviço de Saúde Pública do Reino

Unido analisou a eficácia em crianças e jovens de 15 – 17 anos, após a introdução de Meningitec®

seguida de duas outras vacinas meningocócicas conjugadas do grupo C no Reino Unido. Após 16 meses

do início do programa de imunização com Meningitec®

, estimativas de eficácia preliminar sugeriram que

a eficácia a curto prazo de Meningitec®

foi de 88% para crianças (IC 95%: 67% - 95%) e 96% para

jovens de 15 a 17 anos de idade (IC 95%: 85% - 99%).

A farmacovigilância contínua revelou que a eficácia das vacinas meningocócicas C (conjugada)

combinadas no intervalo entre 1 e 4 anos após a vacinação primária de crianças havia diminuído em

comparação ao intervalo até 1 ano após a vacinação planejada, levando à recomendação de uma dose de

reforço após a vacinação de rotina em crianças. As evidências de diminuição da eficácia em crianças (1 a

2 anos de idade) sensibilizadas com uma dose única foram inconclusivas e a eficácia em todos os outros

grupos etários (até 18 anos) sensibilizados com uma dose única continuou sendo de cerca de 90% ou

superior em até um ano ou mais após a vacinação. (3)

4

Estudos clínicos com a vacina pneumocócica 7-valente (conjugada), vacina pneumocócica 13-valente

(conjugada) e Meningitec®

A administração concomitante da vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) e de Meningitec®

em 2

e 6 meses de idade em diferentes locais de aplicação resultou numa resposta imune similar à

administração das duas vacinas sozinhas. Neste estudo clínico de série primária de três doses, o grupo que

recebeu administração concomitante foi comparado ao grupo que recebeu três doses da vacina

pneumocócica 7-valente (conjugada) ou ao grupo que recebeu duas doses de Meningitec®

. (Todas as

crianças também receberam série primária de três doses das vacinas DTPa-HBV-IPV/Hib). Não houve

diferença estatisticamente significativa na proporção de crianças que apresentaram uma resposta imune

sorotipo-específico  0.35 mcg/mL para cada sorotipo do pneumococo entre o grupo de administração

concomitante e o grupo que recebeu as vacinas separadamente. Do mesmo modo, não houve diferença

estatisticamente significante na porcentagem de crianças com titulação de MnC SBA  1:8 (99,6% do

grupo administração concomitante versus 98,0% do grupo administração separada) ou  1:128 (91,5% do

grupo administração concomitante versus 84,6% do grupo administração separada). Todas as crianças

receberam um reforço com a(s) respectiva(s) vacina(s) recebida(s) na série primária.

Em um estudo clínico duplo-cego e randomizado, os participantes receberam Meningitec®

aos 2, 4 e 15

meses de idade com vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) ou vacina pneumocócica 13-valente

(conjugada) aos 2, 4, 6 e 15 meses de idade. Todos os lactentes também receberam vacina Infanrix®

hexa, DTPa-HBV-IPV / Hib aos 2, 4 e 6 meses de idade e vacina Infanrix, DTPa-IPV / Hib aos 15 meses

de idade. Após a série de 3 doses para lactentes, a proporção de lactentes no grupo da vacina

pneumocócica 13-valente (conjugada) que alcançaram uma resposta imune ao sorotipo específico de

pneumocócico ≥ 0,35 mcg/ml foi de 97% ou mais para todos os sorotipos, exceto os sorotipos 3 (90,3%) e

23F (94,6%). A proporção de participantes que alcançaram uma titulação MnC SBA de ≥1:8 após a dose

2 da série de MnC foi de 98,3% para o grupo da vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) e 98,9%

para o grupo da vacina pneumocócica 7-valente (conjugada). A proporção de participantes que

alcançaram uma titulação MnC SBA de ≥1:8 após a terceira dose de MnC foi de 97,3% para o grupo

Prevenar 13/Prevnar 13 e 99,6% para o grupo da vacina pneumocócica 7-valente (conjugada). Os perfis

de segurança geral das vacinas administradas não foram alterados e titulações MnC SBA similares após a

administração de Meningitec®

foram observadas em participantes que receberam a vacina de forma

concomitante com a vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) ou vacina pneumocócica 13-valente

(conjugada). (6)

Referências:

1 – Richmond P et al. Meningococcal serogroup C conjugate vaccine is immunogenic in infancy and

prime for memory. J Infect Dis 1999;179:1569-72

2 – Tejedor JC et al. Immunogenicity and reactogenicity of a three- dose primary vaccination course with

a combined diphtheria-tetanus-acellular pertussis-hepatitis b-inactivated polio-Haemophilus influenzae

type b vaccine coadministered with a meningococcal C conjugate vaccine. The Pediatric Infectious

Disease Journal2004;23(12):1109-1115

3 – TrotterCL et al. Effectiveness of meningococcal serogroup C conjugate vaccine 4 years after

introduction. Lancet 2004;364-7

4 – Borrow R et al. Antibody persistence and immunological memory at age 4 years after meningococcal

group C conjugate vaccination in children in the United Kingdon. JID. 2002;186(9):1353-7

5 – Miller E et al. Planning, registration, and implementation of an immunization campaing against

meningococcal serogroup C desease in the UK: a success story. Vaccine 20(2002):S58-S67

6 – csr69273 A Phase 3, Randomized, Active-Controlled, Double-blind Trial Evaluating the Safety,

Tolerability, and Immunogenicity of a 13-valent Pneumococcal Conjugate Vaccine in Healthy Infants

Given With Routine Pediatric Vaccinations in Spain.

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

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Descrição

Meningitec®

é uma solução estéril de oligossacarídeos grupo C de Neisseria meningitidis conjugados à

proteína diftérica CRM197. O polissacarídeo do grupo C é purificado a partir do caldo de cultura de

Neisseria meningitidis do grupo C. Os oligossacarídeos são então produzidos por clivagem oxidativa do

polissacarídeo purificado, reduzindo seu tamanho molecular. Os oligossacarídeos são conjugados

diretamente à proteína carreadora CRM197 por aminação redutora.

A proteína CRM197 é uma variante atóxica do toxoide diftérico isolado de culturas da cepa C7 (beta197)

de Corynebacterium diphtheriae cultivada em meio à base de aminoácidos da caseína e de extratos de

leveduras. A CRM197 é altamente purificada por meio de ultrafiltração, precipitação com sulfato de

amônio e cromatografia de troca iônica. Os conjugados são analisados individualmente para determinação

da relação sacarídeo/proteína, tamanho molecular, sacarídeos livres e proteína livre.

Mecanismo de Ação

Infecções pelo meningococo do grupo C constituem um importante problema de saúde pública, causando

meningite e septicemia em todas as faixas etárias. Foi demonstrado que as vacinas polissacarídicas não

conjugadas são efetivas na prevenção de infecção pelo meningococo do grupo C, sendo sua eficácia

relacionada à habilidade em induzir anticorpos bactericidas específicos contra a cápsula polissacarídica do

grupo C. Entretanto, o emprego destas vacinas tem se limitado principalmente ao controle de surtos em

função de dois importantes motivos: a) as vacinas polissacarídicas não conjugadas são pobremente

imunogênicas e, portanto, não efetivas em crianças de baixa idade; b) A resposta imune às vacinas

polissacarídicas não conjugadas administradas em indivíduos de qualquer idade é restringida pela

inabilidade das mesmas em induzirem memória imunológica. Consequentemente, a proteção conferida

por estas vacinas é de curta duração. Quando polissacarídeos são conjugados às moléculas de proteínas

carreadoras, seu reconhecimento por parte do sistema imune sofre alterações fundamentais. Esses

conjugados são capazes de induzir anticorpos antipolissacarídicos em lactentes e gerar memória

imunológica em indivíduos vacinados de todas as faixas etárias.

Os estudos de imunogenicidade demonstram que a resposta à vacina é obtida já a partir de 1 mês da

aplicação, com proteção de longa duração após ter sido utilizada conforme recomendado nesta bula.

4. CONTRAINDICAÇÕES

Meningitec®

está contraindicada para pacientes com hipersensibilidade a qualquer dos componentes da

vacina, incluindo o toxoide diftérico.

A ocorrência de reação alérgica ou anafilactoide/anafilática após a administração de Meningitec®

contraindica o uso de doses subsequentes.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Advertências

Meningitec®

confere proteção exclusivamente contra Neisseria meningitidis do grupo C. Ela não protege

contra outros grupos de Neisseria meningitidis ou outros patógenos causadores de meningite ou

septicemia.

Como qualquer outra injeção intramuscular, Meningitec®

deve ser administrada com cuidado em

indivíduos com trombocitopenia ou qualquer distúrbio de coagulação ou em pessoas que estejam

recebendo terapia anticoagulante.

Assim como em todas as vacinas pediátricas injetáveis, o risco potencial de apneia deve ser considerado

na administração da série de imunização primária em lactentes prematuros. A necessidade de

monitorização durante pelo menos 48 horas após a vacinação deve ser considerada para lactentes

prematuros, nascidos com menos de 30 semanas de gestação, que continuarem hospitalizados durante o

período recomendado para a vacinação.

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Como o benefício da vacinação é grande no grupo de lactentes prematuros, a vacinação não deve ser

suspensa ou atrasada.

Esta vacina não é recomendada para uso por menores de 3 meses de idade.

Precauções

Da mesma forma que com todas as vacinas injetáveis, deve-se ter à disposição imediata supervisão e

tratamento clínico adequado caso ocorra um evento anafilactoide/anafilático raro após a administração da

vacina (ver item 9. REAÇÕES ADVERSAS).

Doenças de menor importância, como uma infecção leve do trato respiratório com ou sem febre baixa, em

geral, não constituem contraindicações à vacinação. A decisão de administrar ou atrasar a vacinação

devido à doença febril atual ou recente depende em grande parte da gravidade dos sintomas e da etiologia.

Deve-se adiar a administração de Meningitec®

em pacientes com doença febril aguda intensa.

pode não proteger 100% das pessoas que a recebem.

A imunização com Meningitec®

não substitui a vacinação de rotina contra difteria.

Apesar de não haver evidências de que a vacina cause meningite meningocócica C, foram relatados

sintomas de meningismo, como dor/rigidez de nuca ou fotofobia. Portanto, deve-se permanecer alerta

quanto à possibilidade de meningite ocasionalmente concomitante.

Indivíduos com comprometimento da resposta imune decorrente de terapia imunossupressora, defeitos

genéticos, infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) ou outras causas, podem apresentar

resposta anticórpica reduzida à imunização ativa. Os indivíduos com deficiências de complemento e os

com asplenia funcional ou anatômica podem apresentar uma resposta imunológica às vacinas

meningocócicas conjugadas do grupo C. As implicações para o grau real de proteção contra infecção são

desconhecidas.

Gravidez

Ainda não se estabeleceu a segurança da vacina em mulheres grávidas. A administração de Meningitec®

não é recomendada durante a gestação. Não há dados de estudos clínicos com o uso desta vacina em

mulheres grávidas.

Categoria de Risco C: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem

orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação

A segurança durante a lactação não foi estabelecida. Não se sabe se os antígenos da vacina ou anticorpos

são excretados no leite materno.

Uso pediátrico

deve ser utilizada a partir de 3 meses de idade. A segurança e a efetividade da vacina em

crianças abaixo de 2 meses de idade ainda não foram estabelecidas.

Uso geriátrico

Não foram conduzidos estudos em adultos com 65 anos ou mais.

Efeitos sobre atividades que requerem concentração e desempenho

Tontura e sonolência foram relatadas com Meningitec®

em estudos clínicos e relatos pós-comercialização

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

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Meningitec®

pode ser administrada simultaneamente às vacinas OPV (poliomielite oral), IPV

(poliomielite inativada), VHB (hepatite B), DTP-Hib (tríplice bacteriana + Haemophilus inflluenzae tipo

b), DTPa (tríplice bacteriana acelular), DT (dupla tipo infantil), vacina pneumocócica 7-valente

(conjugada), vacina pneumocócica 13-valente (conjugada), Td (dupla tipo adulto) e tríplice viral

(sarampo, caxumba e rubéola) em diferentes sítios de aplicação, caso coincida com o esquema de

vacinação da criança.

Dados que confirmam a administração concomitante de Meningitec®

e da tríplice bacteriana acelular

(DTPa) ou da IPV são provenientes de um estudo que utilizou uma vacina pneumocócica conjugada 9-

valente combinada experimental que contém o mesmo antígeno meningocócico conjugado do grupo C de

e de um estudo de administração concomitante com uma vacina pediátrica combinada

(DTPa-VHB-IPV/Hib).

Em vários estudos com vacinas diferentes, a administração concomitante de Meningitec®

com

combinações contendo componentes da pertussis acelular (com ou sem vírus da pólio inativado, antígeno

da superfície de hepatite B ou conjugados Hib) demonstrou resultar em médias geométricas de título de

SBA mais baixas em comparação à administração separada ou à administração concomitante às vacinas

pertussis de células inteiras. As proporções que atingiram títulos de SBA de no mínimo 1:8 ou 1:128 não

foram alteradas. No momento, não são conhecidas as implicações potenciais dessas observações para a

duração da proteção.

A administração concomitante da vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) e Meningitec®

não

interfere nas respostas imunes em comparação com qualquer uma das vacinas administradas de forma

isolada. Além disso, as respostas imunes à Meningitec®

, quando administrada de forma concomitante

com a vacina pneumocócica 13-valente (conjugada) não foram inferiores às respostas imunes quando

foi administrada com a vacina pneumocócica 7-valente (conjugada) (ver item 2.

RESULTADOS DE EFICÁCIA). A segurança geral e o perfil de tolerância de Meningitec®

não foram

alterados.

Vacinas injetáveis diferentes devem ser administradas em diferentes locais.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Meningitec®

deve ser conservada sob refrigeração (temperatura entre 2°C e 8°C). Não congelar. A vacina

não pode ser congelada. Caso ocorra congelamento, descarte a vacina.

O prazo de validade da vacina é de 36 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após agitação, a vacina torna-se uma suspensão branca e homogênea.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

Modo de usar

Somente para uso intramuscular.

Meningitec®

não deve ser misturada com outras vacinas ou produtos na mesma seringa.

, na dose de 0,5 mL, deve ser administrada por via intramuscular, tomando-se a precaução de

evitar a injeção em nervos e vasos sanguíneos, ou próximo aos mesmos. Os locais de aplicação

preferenciais são a face anterolateral da coxa de lactentes e a região deltoide de crianças maiores,

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adolescentes e adultos. A vacina não deve ser injetada na região glútea devido ao risco potencial de lesar

o nervo ciático.

A vacina não deve ser administrada por via intravenosa. Além disso, a segurança e imunogenicidade das

vias intradérmica ou subcutânea não foram avaliadas.

Após algum tempo de armazenagem, pode-se observar a formação de um sedimento branco com

sobrenadante límpido. Antes da administração, a vacina deve ser agitada vigorosamente para que a

suspensão branca fique homogênea, devendo ser submetida à inspeção visual quanto à presença de

material particulado estranho ou descoloração antes do uso. No caso da observação dessas

irregularidades, descartar a vacina.

No manuseio de seringas descartáveis é necessário manter os seguintes cuidados:

 guardar o material, ainda na embalagem original, conforme cuidados de conservação já

estabelecidos na embalagem deste produto;

 lavar as mãos com água e sabão antes do manuseio;

 manusear o material em campo limpo;

 antes de abrir, verificar:

- se a embalagem está íntegra e dentro do prazo de validade; e

- se o material é apropriado ao procedimento, a fim de evitar desperdício;

 abrir cuidadosamente a embalagem, na direção do êmbolo para a agulha, evitando a

contaminação;

 usar luvas descartáveis para manuseio e aplicação do material.

Esta seringa deve ser descartada no coletor de perfuro-cortantes, segundo recomendação das

regulamentações vigentes, para evitar o risco de punção acidental do dedo ou da mão. Quando não existir

o recipiente apropriado, adaptar latas vazias com tampas, caixas de papelão duplamente reforçadas.

Todo o material a ser descartado deverá ser encaminhado a uma instituição de saúde, de onde será

coletado por empresas especializadas que se encarregam da coleta de resíduos biológicos e destruição por

incineração.

A seringa preenchida é para administração única e NUNCA deve ser reutilizada. Descarte a seringa

conforme orientação do médico, enfermeira ou farmacêutico.

Posologia

Imunização primária com 2 doses

Crianças até 12 meses: duas doses de 0,5 mL cada; a primeira dose não deve ser administrada antes de 3

meses de idade e o intervalo entre as doses deve ser de, no mínimo, 2 meses.

Crianças com mais de 12 meses, adolescentes e adultos não vacinados anteriormente: dose única de 0,5

mL.

Dose de reforço

Recomenda-se que uma dose de reforço seja administrada nas crianças que concluíram a série de

imunização primária. A administração dessa dose deve ser aos 12 meses de idade nas crianças que

receberam a série primária antes de 1 ano de vida. A necessidade de doses de reforço adicionais ainda não

foi estabelecida.

Ainda não foi estabelecida a necessidade de dose de reforço em crianças que receberam uma dose da

vacina quando maiores de 12 meses de idade.

9. REAÇÕES ADVERSAS

As reações adversas relacionadas estão de acordo com as seguintes frequências:

Muito comuns: > 10%

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9

Comuns: > 1 % e < 10%

Incomuns: > 0,1% e < 1%

Raras: > 0,01% e < 0,1%

Muito raras: < 0,01%

Reações adversas relatadas em estudos clínicos

Reações adversas relatadas em todas as faixas etárias

 Muito comuns: eritema, edema, dor/sensibilidade no local da injeção.

 Comuns: febre maior ou igual a 38°C, irritabilidade.

Reações adicionais relatadas em lactentes (1º ano de vida) e crianças com baixa idade (2º ano de vida)

 Muito comuns: vômitos, diarreia, sonolência, distúrbio do sono, anorexia.

 Comuns: choro.

Reações adicionais relatadas em grupos mais velhos incluindo adultos (4-60 anos)

 Muito comuns: dor de cabeça (adultos de 18 a 60 anos).

 Comuns: dor de cabeça (crianças entre 3,5 e 6 anos), sonolência, mialgia.

As reações adversas foram coletadas no dia da vacinação ou nos 3 dias subsequentes. A maioria das reações

foram autolimitadas e foram resolvidas no período de acompanhamento.

Em todas as faixas etárias é muito comum ocorrerem reações no local da administração da vacina, incluindo

eritema, edema e sensibilidade/dor. No entanto, normalmente, essas reações não são clinicamente

significantes, sendo que eritema ou edema de, no mínimo, 3 cm e sensibilidade que compromete os

movimentos por mais de 48 horas foram menos frequentes que a incidência geral de eritema e edema

quando estudados. Sensibilidade transitória no local da injeção foi relatada em 70% dos adultos durante

estudos clínicos.

É comum ocorrer febre de pelo menos 38°C em lactentes e crianças de baixa idade e muito comum em

crianças de mais idade; no entanto, a temperatura raramente ultrapassa os 39,1°C, sobretudo nos grupos

de maior idade.

Após a vacinação em lactentes e crianças, foi comum ou muito comum a ocorrência de choro,

irritabilidade, sonolência, distúrbios do sono, anorexia, diarreia e vômitos. No entanto, não há evidências

de que esses sintomas estejam relacionados à Meningitec®

e não às vacinas administradas

concomitantemente, particularmente a DTP.

Em estudos que avaliaram o esquema posológico com 3 doses (2, 3 e 4 meses ou 2, 4 e 6 meses) em

lactentes, as taxas de efeitos adversos não aumentaram com doses sucessivas, com exceção de febre

superior a 38°C. Entretanto, deve-se levar em consideração que os lactentes receberam outras vacinas do

esquema de imunização concomitante à Meningitec®

nesses estudos.

Outros eventos adversos comumente relatados incluem mialgia em adultos e sonolência em crianças de

baixa idade. Dor de cabeça foi muito comum em adultos e comum em crianças entre 3,5 e 6 anos de

idade.

Reações adversas observadas na experiência pós-comercialização (em todas as faixas etárias)

 Reações muito raras: linfadenopatia, reação anafilática/anafilactoide incluindo choque, reação de

hipersensibilidade (incluindo edema de face, broncoespasmo e angioedema), tontura, convulsões

incluindo convulsões febris e convulsões em pacientes com distúrbios convulsivos preexistentes,

hipoestesia e/ou parestesia, hipotonia, náusea, dor abdominal, rash, urticária, prurido, eritema

multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, artralgia, recidiva de síndrome nefrótica foi relatada em

associação com Meningitec®

, formação de vesículas, dermatite, reações de hipersensibilidade no

local da injeção (incluindo urticária), induração, nódulo, prurido, inflamação no local da injeção.

Houve relatos espontâneos muito raros de hipotonia (inclusive episódio hipotônico-hiporresponsivo

[EHH]) com relação temporal com a administração de Meningitec®

. Na maioria dos casos, Meningitec®

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foi administrada concomitantemente com outras vacinas, em sua maioria vacinas com o componente

pertussis.

Houve relatos espontâneos muito raros de petéquias e/ou púrpura após a comercialização de

Meningitec®

. Uma vez que Meningitec®

pode não proteger 100% dos casos de doença meningocócica do

grupo C ou patologias causadas por outros microrganismos além da Neisseria meningitidis do grupo C,

indivíduos que apresentarem petéquias e/ou púrpura após a vacinação devem ser cuidadosamente

avaliados para afastar a possibilidade de uma doença infecciosa ou outras causas não relacionadas com a

vacinação.

Assim como ocorre com outras vacinas pediátricas, houve relatos espontâneos de apneia com associação

temporal com a administração de Meningitec®

foi administrada

concomitantemente a outras vacinas, incluindo DTP (tríplice bacteriana), IPV (poliomielite inativada),

OPV (poliomielite oral), Hib (Haemophilus influenzae tipo b), DTP-Hib (tríplice bacteriana +

Haemophilus influenzae) e/ou DTPa-VHB (tríplice bacteriana acelular + hepatite B). Além disso, na

maioria dos relatos estavam presentes condições médicas preexistentes, como história de apneia, infecção,

prematuridade e/ou convulsões.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária -

NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância

Sanitária Estadual ou Municipal.

Cuidado! Todas as informações contidas neste site têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.